CARLA COSTA

Nome completo

Carla Alexandra Pires da Costa

Nascimento

13 de janeiro de 1974

VN Famalicão

Profissão

Costureira

A costura é a sua grande paixão. Descubriu-o quando era muito nova, por influência da madrinha e da ama que a criou, em Ribeirão, vila do concelho de Famalicão. A avó materna também tinha uma máquina de costura e um armazém de retalhos. A menina Carla passava lá horas a fazer aquilo que mais gosta. Hoje é uma das costureiras mais famosas do país, não tivesse ganho o Cosido à Mão, programa televisivo da RTP.

“Já em Guimarães, consegui comprar uma máquina de costura, com 14 anos. A partir daí nunca mais parei”

Carla Costa chegou a Guimarães ainda muito nova e talvez por isso não se imagina em mais nenhum lugar. “Tenho poucas memórias de Famalicão. Jamais trocaria Guimarães, é uma cidade espetacular e fui muito bem acolhida”. Morou em Creixomil, na Boavista, onde começou a trabalhar, com apenas 14 anos. “Quando parei de estudar fui trabalhar para uma fábrica de malhas. Era um patrão excecional, que me ajudou imenso. Quis sempre aprender, mas o meu objetivo era ir para a máquina de costura. Eu almoçava a correr para poder estar meia hora a trabalhar na máquina antes da hora de entrada”, conta Carla.

Aos 17 anos, uma colega de trabalho decidiu montar a sua própria empresa e Carla foi com ela. A fábrica ficava situada em Fermentões, onde agora reside. “Casei com 21 anos e, entretanto, vi que ou costurava ou trabalhava na confeção. Com o surgimento dos filhos, acabei por me virar para a costura doméstica. Agora tenho três filhos com idade suficiente para se desenrascarem e mais tempo para a costura”.

É uma apaixonada pelo que faz, mas fez sempre questão de priviligiar os seus rebentos. “Este trabalho requer muito de nós e os filhos têm que ficar para trás. Eu nunca quis isso, coloquei sempre os filhos em primeiro lugar e a costura era um escape. Talvez por isso nunca valorizei o meu trabalho. Fazia um vestido, era rápido, vendia aquilo barato. Avaliar financeiramente o nosso trabalho não é tarefa fácil, por vezes não sabemos exatamente o que valemos”. Com o passar do tempo começou a perceber que não estava a cobrar devidamente o seu trabalho, até porque, trabalhando em casa, tem que pagar as contas da luz e os arranjos das máquinas que utiliza.

O clique para a mudança surge com a inscrição no programa “Cosido à Mão”, da RTP, por iniciativa da irmã mais nova. Apesar da grande confiança que tem no seu trabalho, duvidou do que iria lá fazer. “Eu não tinha que provar nada a ninguém”. Esteve três semanas sozinha em Lisboa, mas apesar das dificuldades, considera que foi uma ótima experiência. “Eu sou uma pessoa muito impulsiva, quem me conhece sabe isso e esse era o meu medo, dar uma má imagem de mim própria. Consegui ser calma nos primeiros dois dias. Eles levam-nos ao limite e eu senti isso”.

Ao longo do programa sentiu que provavelmente não iria conseguir ser a vencedora, fruto de alguns comentários negativos dos jurados. “Chegaram ao ponto de dizer mal do meu trabalho só para que eu me sentisse mal com o meu trabalho”.

“Não deixei para ninguém”

“Na final estava há dois dias sem dormir, eu estudava tudo ao máximo no hotel. Quase nem festejei, mas valeu a pena”, diz Carla, que agora prepara-se para colher os louros do sucesso.

Os cinco mil euros do prémio por vencer o programa serão usados para abrir o novo atelier, algo que deverá acontecer num futuro próximo. “O atelier era um sonho e tive sempre medo de me aventurar”. Agora, Carla tem um mundo de costura para conquistar.

Por: Luís Freitas

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