CDU considera insuficiente proposta para o Nó de Silvares e apresenta alternativa

A CDU considera que a solução prevista para o Nó de Silvares não responderá de forma eficaz aos problemas de trânsito sentidos diariamente naquela zona do concelho e defende que o projeto deve ser repensado antes do avanço da sua execução.

© CDU Guimarães

O tema estará em destaque na reunião do executivo municipal desta segunda-feira, 8 de junho, na qual será analisado um acordo de gestão entre a Câmara Municipal de Guimarães e a Infraestruturas de Portugal (IP) para a construção de uma via segregada de ligação entre a Estrada Regional 206 (ER206) e a Variante de Creixomil.

Em comunicado, a CDU enquadra a discussão na problemática mais ampla da mobilidade no concelho, reconhecendo que existiram melhorias ao nível dos transportes públicos nos últimos anos, através da Guimabus e da Ave Mobilidade. Ainda assim, entende que continuam a existir carências ao nível dos horários, da articulação entre diferentes meios de transporte e da cobertura das necessidades reais da população.

A coligação sublinha que Guimarães enfrenta desafios particulares devido à dispersão do território e ao elevado número de freguesias, mas considera que as soluções para a mobilidade devem resultar de uma visão integrada e estratégica.

Nesse sentido, critica o facto de o atual executivo PSD/CDS avançar com uma solução rodoviária antes da conclusão do novo Plano de Mobilidade Sustentável, cuja elaboração tem sido anunciada como uma das prioridades para o setor.

Para a CDU, a proposta em análise segue uma lógica centrada no aumento da capacidade viária e não tira partido das infraestruturas já existentes, nomeadamente da rotunda localizada junto à Igreja de Santa Maria de Silvares.

A alternativa defendida passa pela criação de acessos diretos às portagens da A7 a partir da rotunda da N206, através da construção de uma via de entrada e outra de saída da autoestrada. Segundo a coligação, esta solução permitiria reduzir o tráfego que atualmente converge para a rotunda principal do Nó de Silvares, facilitando o acesso à autoestrada para quem circula na N206, vem de Brito ou da Rua do Corgo.

A CDU acredita que esta opção contribuiria para aliviar os congestionamentos sem exigir uma expansão significativa da infraestrutura rodoviária existente.

A coligação defende ainda que a obra, considerada necessária devido à pressão de trânsito associada à A7, deve ser objeto de negociação com a concessionária da autoestrada, uma vez que esta também beneficiaria diretamente da intervenção. Dessa forma, acrescenta, seria possível libertar verbas municipais para investimentos na melhoria da oferta de transporte público coletivo.

Para a CDU, a resposta aos problemas de mobilidade em Guimarães deve privilegiar “soluções integradas, sustentáveis e articuladas” com o futuro plano municipal para o setor.

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