CDU propõe medidas para prevenir cheias na Veiga de Creixomil

A CDU realizou, durante o mês de fevereiro, uma visita à Veiga de Creixomil, em Guimarães, no âmbito do roteiro “Viver Melhor na Nossa Terra”, com o objetivo de avaliar os impactos das recentes cheias naquela zona, na sequência das chuvas intensas registadas nos primeiros meses do ano.

© CDU

A iniciativa surge após novos episódios de inundação que voltaram a afetar o Laboratório da Paisagem, infraestrutura localizada numa área identificada como de elevado risco de cheia, junto ao rio Selho. Segundo a CDU, estas ações no terreno pretendem identificar problemas no concelho, dar voz à população e apresentar propostas ao Executivo Municipal.

Na sequência da visita, o Grupo Municipal da CDU enviou à autarquia uma proposta de ordenamento do território para a Veiga de Creixomil, centrada em medidas de prevenção de cheias, com especial enfoque na proteção do Laboratório da Paisagem.

Os comunistas sublinham que o inverno de 2025/2026 tem sido particularmente rigoroso e chuvoso, agravando fenómenos já recorrentes em zonas baixas da cidade. Apesar de reconhecerem o impacto positivo de algumas intervenções, como as bacias de retenção — apontadas como fundamentais para mitigar inundações em áreas como Couros — alertam para a necessidade de monitorização, manutenção e eventual reforço destas infraestruturas.

A CDU defende ainda que as alterações climáticas têm vindo a intensificar episódios extremos, exigindo respostas mais rápidas e eficazes. Nesse sentido, critica a demora na implementação de medidas previstas em planos de mitigação e adaptação, considerando que as soluções estão identificadas, mas carecem de investimento e execução. No caso concreto da Veiga de Creixomil, o partido destaca a vulnerabilidade do Laboratório da Paisagem, situado numa planície aluvial frequentemente inundável. Recorda que as cheias de 2023 provocaram prejuízos avaliados em cerca de 650 mil euros, além da interrupção de atividades e danos em equipamentos.

Entre as propostas apresentadas, a CDU sugere a remoção de barreiras artificiais ao escoamento da água, como a limpeza e desassoreamento de infraestruturas existentes, incluindo a Ponte da Pisca. Defende também a reavaliação da altura de estruturas como a ponte de madeira no Corredor Verde, bem como a eliminação de obstáculos utilizados para regadio que dificultam a circulação do caudal.

Outra das medidas passa pela reconfiguração da margem oposta ao Laboratório da Paisagem, com a criação de um canal de segurança e a redução da altura de muros, de forma a permitir uma melhor distribuição da água em caso de cheia e minimizar o impacto sobre o edificado.

Por fim, a CDU propõe o encaminhamento da corrente do rio Selho, junto ao viaduto, através da criação de uma conduta que permita desviar parte do caudal para um canal de retenção, reduzindo a força e o volume da água.

A iniciativa insere-se num contexto em que Guimarães assinala, em 2026, o título de Capital Verde Europeia, sendo, para a CDU, essencial reforçar o compromisso com a sustentabilidade ambiental e a prevenção de riscos no território.

PUBLICIDADE
Arcol

NOTÍCIAS RELACIONADAS