CDU quer saber o que aconteceu ao projeto de energia renovável no Parque da Feira Semanal
O Grupo Municipal da CDU questionou a Câmara de Guimarães sobre o futuro do projeto de uma Comunidade de Energia Renovável no parque que acolhe a Feira Semanal, depois de ter recebido a informação de que a Feira Retalhista vai regressar de forma definitiva ao seu recinto habitual.

@ CMG
No final de agosto, a Câmara anunciou que a feira se instalaria provisoriamente no Campo de São Mamede a partir de 4 de setembro, enquanto decorressem as obras. O projeto previa uma central fotovoltaica de cerca de 1 MW, assente em estruturas de cobertura multifuncionais, com uma duração estimada de quatro meses. A energia seria usada em regime de autoconsumo coletivo, contribuindo para a descarbonização dos consumos de 42 edifícios municipais. Durante as obras, o estacionamento no parque ficaria proibido, e o Município pôs a funcionar o serviço gratuito “Vai e Vem”, entre o Parque de Estacionamento 2 do Multiusos e o Hospital da Senhora da Oliveira, para aliviar o trânsito e a falta de lugares junto ao hospital.
Na altura, o vereador Alberto Martins descreveu o projeto como uma extensão do Bairro C, num ano em que Guimarães é Capital Verde Europeia, e previa a permanência da feira no Campo de São Mamede até dezembro. Os comerciantes mostraram-se apreensivos, e uma dirigente da associação disse que só foram informados já com o projeto aprovado, ainda que reconhecendo que seria pioneiro, por ser a primeira feira do país com o recinto coberto por painéis solares.
Num documento datado de 30 de outubro, a CDU faz cinco perguntas ao executivo. Quer saber se confirma o regresso definitivo da feira ao parque, se a Agência Portuguesa do Ambiente aprovou a instalação da Comunidade de Energia Renovável e qual a data prevista para a sua implementação, ou se o projeto foi cancelado. Questiona ainda em que fase estava a colocação de módulos fotovoltaicos em tonalidade terracota, pensados para reduzir o impacto visual, e, caso o projeto não avance, quais os custos para a Câmara.





