Cidade Berço acolhe Dia Nacional do Marinheiro com apelo à valorização da tradição marítima
Guimarães deu na manhã desta quinta-feira, 25 de junho, início às celebrações do Dia Nacional do Marinheiro, acolhendo a cerimónia oficial de abertura do 46.º Encontro Nacional de Marinheiros e do 3.º aniversário da Delegação de Fuzileiros do Minho. A sessão decorreu em frente ao edifício da Câmara Municipal, no antigo Convento de Santa Clara, reunindo representantes da Marinha Portuguesa, autoridades civis, instituições académicas, militares no ativo e antigos fuzileiros.

© Rodrigo Marques / Mais Guimarães
Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, deu as boas-vindas aos participantes e destacou a importância da escolha da cidade para receber as comemorações. “Guimarães sente-se honrada por receber esta grande família naval”, afirmou, sublinhando que acolher o Dia Nacional do Marinheiro significa “celebrar uma memória coletiva, mas também honrar e valorizar uma parte significativa da nossa história”.
O autarca destacou a ligação histórica de Portugal ao mar, considerando que a identidade nacional, a língua e a abertura do país ao mundo estão profundamente associadas à atividade marítima. Ricardo Araújo enalteceu ainda o papel dos homens e mulheres da Marinha Portuguesa, salientando a sua “coragem, disciplina, dedicação e espírito de missão”.
Durante o discurso, o presidente da Câmara lembrou que celebrar o Dia Nacional do Marinheiro é reconhecer aqueles que asseguram a presença portuguesa no mar, a soberania nacional, a salvaguarda da vida humana, a proteção dos recursos marítimos e o apoio em situações de emergência.
O autarca aproveitou igualmente a ocasião para reforçar o simbolismo histórico de Guimarães, recordando que a cidade assinalou esta quarta-feira, 24 de junho, mais um aniversário da Batalha de São Mamede, travada a 24 de junho de 1128. Referindo-se à aproximação dos 900 anos desse acontecimento fundador, Ricardo Araújo manifestou o desejo de que as futuras comemorações tenham dimensão nacional.
“É do país que fundámos e ajudámos a construir que estamos a falar”, afirmou, acrescentando que Guimarães pretende assumir um papel central nas celebrações dos nove séculos daquele marco histórico.
No final da intervenção, o presidente da Câmara reiterou o agradecimento a todos os militares, ex-militares e famílias ligadas à Marinha, destacando o serviço prestado ao país ao longo de gerações.
Programa continua até sábado
As celebrações do Dia Nacional do Marinheiro prosseguem até sábado, dia 27, em vários espaços da cidade, com exposições, conferências, momentos de convívio e iniciativas culturais dedicadas à história e à tradição naval portuguesa.
Ainda esta quinta-feira, dia 25, decorre a inauguração do Monumento aos Marinheiros, pelas 12h00 no Parque da Cidade, seguindo-se, pelas 15h00, a abertura de exposições dedicadas à história marítima nacional e à presença da Marinha Portuguesa ao longo dos séculos, nos Jardim da Alameda e IDEGUI – Instituto de Design de Guimarães.
Nesta sexta-feira, 26 de junho, pelas 16h00, dar-se-á a Conferência “Da Cidade Berço ao Mar” na Sociedade Martins Sarmento, sobre “Os Jovens de Hoje e o Futuro Profissional na Marinha Portuguesa”, com a presença do Capitão-de-mar-e-guerra, Carlos Teixeira Moreira e Capitão-tenente Neves Dias, da Divisão de Planeamento do Estado-Maior da Armada, área de Comunicação estratégica da Marinha. Também sobre a “Guimarães, Capital Verde Europeia e o Mar”, com Isabel Loureiro, da Guimarães 26 – Capital Verde Europeia.
Ao final do dia, pelas 21h30, o Largo da Oliveira recebe um concerto “Quarta às 9” do Grupo Dixieland da Banda da Armada.
Já no sábado, 27 de junho, o programa concentra-se na Penha. As atividades iniciam-se às 09h30 com a receção aos participantes, seguindo-se, às 10h30, uma missa solene no Santuário da Penha. Pelas 11h30 terá lugar uma homenagem aos Fuzileiros do Minho, com deposição de uma coroa de flores. O almoço-convívio dos antigos militares está marcado para as 12h30 e, durante a tarde, pelas 19h00, realiza-se o concerto da Banda da Armada, dirigida pelo maestro Délio Gonçalves, encerrando oficialmente as comemorações.
Paralelamente, encontra-se patente ao público a exposição “Vasco da Gama e a Índia”, organizada pelo Museu de Marinha, bem como diversas mostras de património naval distribuídas por diferentes espaços da cidade.





