Cidade vai crescer também para Azurém

Foi apresentada e discutida na reunião do executivo municipal realizada no dia 03 de dezembro, a proposta para a delimitação de uma área de reabilitação urbana (ARU), com parcelas do terrenos, incluindo conjuntos de edifícios e de espaços públicos em Azurém, e que tem como propósito permitir a expansão “de forma organizada” da malha urbana da cidade até à área central desta freguesia.




O executivo municipal, propõe fazer crescer a cidade nas parcelas de terreno entre a Universidade do Minho e a Circular Urbana, da Rua do Pombal até à Igreja da Madredeus, na freguesia de Azurém.

Considerando que Azurém tem já uma “centralidade evidente”, Fernando Seara de Sá, vereador do urbanismo do município, explicou que a ARU de Azurém pretende contornar o facto de a variante constituir atualmente uma “barreira física forte para o desenvolvimento da cidade com outras zonas”.

A ARU de Azurém, para além de incentivar a reabilitação das construções existentes naquela área, servirá também para “repensar o espaço público, as ruas, as estradas e os espaços verdes, e a aproximação daquela freguesia à atual malha urbana da cidade”. Disse Fernando Seara de Sá.




Na sua intervenção, André Coelho Lima, vereador do PSD, louvou a proposta do executivo, que “favorece o preenchimento de espaços urbanos vazios” mas questionou a não inclusão nesta neste plano dos terrenos atualmente sem qualquer utilização entre a Universidade do Minho, polo de Azurém, e a circular, a área próxima à Escola EB1 da Pegada.

Domingos Bragança esclareceu que foi apresentado ao município pelo proprietário da maioria daqueles terrenos, um “contrato de urbanização” que está a ser trabalhado e que contempla, para além de edifícios residenciais, edifícios para estudantes a possibilidade de construção de uma unidade hoteleira. É objetivo da autarquia, segundo o edil, fazer de Guimarães “uma cidade universitária”. E queremos ir acrescentando camadas de cidade à cidade.” Disse Domingos Bragança.

Naquela área de influência da ARU está previsto também o surgimento, em 2021, de uma nova residência para estudantes que surge na sequência da requalificação de uma antiga fábrica, na zona da Madredeus. A iniciativa, de foro privado, resulta de um investimento de cerca de 15 milhões de euros, e poderá acolher até 600 alunos. O público-alvo deste empreendimento são os alunos e docentes da Universidade do Minho.

Fernando Seara de Sá explicou que esta ARU “não contempla formas de suporte a novos edifícios” e que serve de incentivo à reabilitação dos edifícios já existentes, nomeadamente com apoio à melhoria de resposta térmica das construções. A proposta desta delimitação da área de reabilitação urbana de Azurém foi aprovada por unanimidade.

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