Comemorações dos 900 anos da Fundação de Portugal já têm comissão executiva
Alexandre Pais, Ana Rita Bessa, Pedro Pereira Gonçalves e Pedro Mexia integram a comissão executiva, que vai preparar o programa oficial.

@ Mais Guimarães
O Governo divulgou os nomes que vão compor a comissão executiva das Comemorações dos 900 anos da Fundação de Portugal, coordenadas pelo comissário-geral Paulo Portas. A equipa é formada por Alexandre Pais, presidente do Conselho de Administração da Museus e Monumentos de Portugal, pela gestora e editora Ana Rita Bessa, pelo gestor Pedro Pereira Gonçalves e pelo escritor e cronista Pedro Mexia. O grupo junta percursos diversificados, com forte ligação à cultura e experiência em gestão e políticas públicas. Historiador de arte, Alexandre Pais está à frente da Museus e Monumentos de Portugal desde 2024 e antes dirigiu o Museu Nacional do Azulejo. Ana Rita Bessa foi deputada à Assembleia da República e CEO da LeYa entre 2021 e 2026, e neste momento integra o conselho de administração da editora. Pedro Pereira Gonçalves é administrador da Hansa Capital Partners e foi secretário de Estado da Inovação, Investimento e Competitividade. Pedro Mexia, escritor, poeta, crítico e cronista, foi subdirector e director interino da Cinemateca Portuguesa e consultor para os assuntos culturais da Casa Civil do Presidente da República.
As comemorações foram criadas pela resolução do Conselho de Ministros n.º 149/2026, de 17 de Julho. O primeiro grande momento será o 900.º aniversário da Batalha de São Mamede, a 24 de Junho de 2028. Depois, o programa alarga-se aos episódios históricos que marcaram a consolidação e a afirmação de Portugal como realidade política: a tradição associada à Batalha de Ourique, em 1139, o Tratado de Zamora, em 1143, e o importante reconhecimento externo obtido em 1179 com a bula papal Manifestis Probatum. Cabe à comissão executiva elaborar o programa oficial. Até ao final de 2026, deverá apresentar a programação dos primeiros três anos, centrada na evocação da Batalha de São Mamede.
Com esta iniciativa, pretende-se promover o conhecimento da História de Portugal, reforçar a identidade nacional e a consciência cívica e valorizar os acontecimentos fundadores do país. A estrutura inclui ainda um conselho geral, encarregado de acompanhar e aprovar a programação, e uma comissão de Honra, presidida pelo Presidente da República e que reúne os antigos chefes de Estado vivos. O apoio administrativo, técnico e logístico ao Comissariado Nacional é assegurado pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB).





