Couros: O mundo do trabalho é Património Mundial

A zona de Couros foi incluída na área classificada pela UNESCO como Património Cultural da Humanidade. Considerando o centro histórico vimaranense, classificado desde 2001, e agora esta zona baixa da cidade, a cidade-berço apresenta uma das maiores áreas com selo de Património Mundial.

© Eliseu Sampaio

Isso faz qualquer vimaranense sentir orgulho a dobrar pela sua cidade, mas deve também levar-nos a refletir sobre a ainda maior necessidade de preservarmos as nossas riquezas culturais, edificadas ou imateriais. Guimarães tem muitas, felizmente.

A classificação de Couros, distinguindo esta zona com anteriormente foi distinguido o centro histórico, representa também a valorização do mundo do trabalho.

Esta aproximação a áreas tidas como “mais nobres”, onde a burguesia e o clero predominavam, bem trazem a justiça que a zona de Couros, e o povo que a habitou e ali trabalhou, sempre fizeram por merecer.

Não sendo a área mais bela da cidade no passado, pelo contrário, era aí que o povo trabalhava, curtindo peles de sol a sol, num ambiente nauzeabundo, nas margens do “merdeiro” alimentando os vícios e o poder dos que mais a norte e acima viviam. Fez-se agora justiça a esse esforço. Justiça às paredes, àqueles tanques, às pedras que valem tanto quanto as que compõem o Castelo da Nacionalidade ou a Torre da Alfândega, ou até ocupam as paredes da Igreja da Oliveira.

A área classificada é agora uma, e de quase 40 hectares, mais uma zona tampão que desce da montanha da Penha até á veiga de Creixomil.

É património, revestido de humanidade, de uma humanidade que fica também mais rica com uma distinção cheia de razão.

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