Crise no Grupo Celeste leva PCP a pedir esclarecimentos ao Governo

O Grupo Parlamentar do PCP apresentou, no dia 5 de fevereiro de 2026, um requerimento dirigido ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, solicitando esclarecimentos sobre a situação do Grupo Celeste.

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Entre as questões colocadas ao Governo destacam-se: se tem conhecimento do pedido de insolvência e do Plano Especial de Revitalização (PER) do grupo; se está a acompanhar a situação para garantir os direitos dos trabalhadores; e que medidas pretende implementar para assegurar a manutenção dos postos de trabalho em risco.

O SINTAB também veio a público repudiar a possibilidade de encerramento da empresa, referindo que “os trabalhadores recusam o encerramento e exigem a viabilização da empresa”, que tem mais de 50 anos de história, trabalhadores altamente qualificados, infraestruturas industriais operacionais, rede comercial ativa, clientes e encomendas.

O sindicato questiona ainda “onde foram aplicados e de que forma foram geridos os resultados amplamente propagandeados em anos anteriores”, e aponta que a crise “não resulta da falta de clientes, encomendas ou capacidade produtiva, mas sim de opções de gestão que têm de ser escrutinadas e assumidas por quem as tomou”.

Além disso, o sindicato denuncia uma complexa estrutura empresarial criada em 2019, quando quase todos os trabalhadores foram transferidos para a empresa CONCEITOS AVULSO, que opera sem património próprio, utilizando as instalações e meios produtivos do Grupo Celeste. Esta “engenharia empresarial” está a ser utilizada como “escudo processual”, criando obstáculos e riscos sérios para os direitos dos trabalhadores.

Face a esta situação, a urgência em encontrar soluções que salvaguardem os postos de trabalho e assegurem a continuidade da atividade produtiva no Grupo Celeste é um apelo comum entre os trabalhadores, o sindicato e agora também o grupo parlamentar do PCP, que aguardam uma resposta do Governo.

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