DAVID SANTOS

Nome completo

David João Adão do Santos

Nascimento

07 de abril de 1982

Lisboa

Profissão

Músico

O som de David Santos já é inconfundível no panorama da música portuguesa. O seu talento desperta diversas sensações através dos instrumentos que utiliza e da voz que o carateriza.

O músico português apresentou no Festival Manta o seu último trabalho, “00.00.00.00”, disco em que o artista põe os relógios no zero para um momento diferente na sua já longa carreira. Depois do Café Concerto, em 2011, o Auditório de CCVF, em 2012, David Santos, que sempre se caraterizou por carregar consigo uma “orquestra de sons”, regressou a Guimarães com este projeto, onde segue um rumo diferente e entrega-se às sublimes notas do piano músico.

A carreira conta com 12 anos, mas a música entrou nos dedos de David Santos aos dez anos, quando a guitarra apareceu e o acompanhou diariamente até aos 18 anos. “Quando ia para o campismo com os amigos era a guitarra que levava”, recorda. No entanto, o artista apresenta em palco a fusão de vários instrumentos, por isso, quando questionado para eleger o seu favorito, David Santos escolhe o piano, pois considera o instrumento “mais completo”, com um conjunto de “frequências maior”.

Para David Santos é difícil marcar o dia em que começou a gostar música, pois quando se “começa logo, desde de miúdo, a gostar é difícil marcar quando principia”, mas as dúvidas foram desfazendo-se. “Desde de pequeno começamos a fazer escolhas”, afirma o artista.

A música acompanhou a sua formação académica, que culminou no Curso de Engenharia Eletrotécnica e Computadores, na sua cidade natal, e só depois de dois anos na Siemens resolveu apostar “as fichas todas” na carreira de músico. Com 24 anos, David Santos queria gravar o primeiro disco e percebeu que entrar às 07h30, sair as 18h00 e só com os fins de semanas livres “não dava tempo” para fazer aquilo que mais gosta. Em regime de part-time, criou o seu primeiro disco. Após alguns concertos, não mais voltou atrás.

“Era impensável, com aquela idade, pensar que a música iria pagar a renda da casa e as contas. Mas tens de acreditar para que isso aconteça”, sublinha. Os primeiros concertos foram marcantes, porque diz serem os “primeiros”, mas a importância mantêm-se em “todos”, porque “temos de sentir prazer no que estamos a fazer”.

“Há sempre medo. Aqueles dez ou 15 minutos antes é sempre horrível”

David Santos recorda o nervosismo da primeira atuação, que ainda hoje mantem, mas o nervosismo que outrora o “destruía”, hoje é um nervoso que “dá mais energia”. “Há sempre medo. Aqueles dez ou 15 minutos antes de subir ao palco é sempre horrível”, explica.

Para além da carreira a solo, o músico partilha um projeto com seis amigos, You Can’t Win Charlie Brown, com quem coordena a sua agenda para que tudo funcione “dentro da normalidade”. “É um gozo enorme partir com seis amigos, numa carrinha, e percorrer um sem número de quilómetros. A melhor experiência para um músico é ter um concerto em que só és tu que dás alguma coisa às pessoas e outra com um grupo de músicos”, refere o artista português.

O músico deixou ainda elogios ao público do norte, caraterizando-o de “intenso”, frisando que sente que as pessoas apreciam os concertos.

Sempre com bom humor, tal como acontece nos seus espetáculos, David Santos lembra que “hobby” era a música, mas hoje é trabalho, por isso o tempo livre está reservado para o cinema e os amigos. “Já estou com isto há 12 anos, mas ainda parece que estou a ver se isto vai funcionar. Isso faz com que funcione”, diz.

Por: Diogo Oliveira

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