Davidson, entre a perda de um familiar e a ânsia de regressar aos relvados

O avançado vitoriano falou aos jornalistas esta quinta-feira, tendo revelado a perda de um familiar no Brasil. Atualmente em Portugal, onde se sente “mais seguro”, o atleta anseia pelo regresso à competição para se “superar” e ajudar o Vitória a ir mais longe na tabela classificativa.

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Davidson expressou, esta quinta-feira, as saudades de jogar futebol e a vontade de regressar aos relvados para se “superar”. Através de uma videoconferência com a imprensa, o avançado vitoriano revelou ainda a perda de um primo para o coronavírus e também os contrastes entre o Brasil e Portugal onde, admite, se sente mais “seguro”.

Depois de ter marcado dez golos na época passada ao serviço do Vitória e, na presente época, mais dez, Davidson admite que sonha com um regresso aos relvados, onde possa superar a marca da época passada e ajudar o Vitória a ir mais longe na tabela classificativa. “A minha esperança, e a de todos que gostam de futebol, é que possamos voltar a sorrir a jogar e a ver futebol. Até para me superar. O meu objetivo é superar-me a cada época. Os jogadores estarão focados nisso, que o campeonato volte e que consigamos os objetivos”, frisou.

Para o atleta é “muito importante” o Vitória melhorar a cada época. “Ou fazemos igual ou, se possível, podemos até mesmo melhorar a nossa posição na tabela classificativa. Já o demonstramos em diversas competições que conseguimos e acho que temos plenas condições para o fazer”, adiantou.

Os ateltas vitorianos terão recebido a informação de que deverão estar em Guimarães até ao final do mês, adiantou Davidson, que anseia pelo regresso aos treinos. “A indicação do clube é que no final do mês estejamos aqui. A minha esperança é que as coisas voltem ao normal, para que voltemos a fazer o que amamos. Estamos nesta situação, à espera que os responsáveis nos dêem boas indicações nos próximos dias, para que possamos voltar as atividades normais”, admitiu.

A situação “complicada” no Brasil e a perda de um familiar

Na mesma conferência, Davidson adiantou ter perdido um primo, de 33 anos, há duas semanas, para a doença. “É uma situação grave e é uma responsabilidade grande para toda a gente que ainda está a trabalhar. Essas pessoas merecem muito o meu respeito”, vincou.

Davidson admitiu igualmente sentir-se mais seguro em Guimarães do que no Brasil. “O Vitória autorizou-nos a voltar, mas eu e minha esposa achamos melhor ficar aqui porque em alguns estados do Brasil estão mais complicados, como no Rio de Janeiro, de onde eu sou”, frisou.

Relativamente à atuação do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, Davidson diz que “é difícil dar uma opinião”. “O Brasil é muito grande. Se ele tenta colocar todos de quarentena, o Brasil tem muita gente pobre com locais muito delicados, como as favelas. Eu vim de uma e sei como funciona. Se coloca todo a gente de quarentena, todos morrem de fome. Temos que pensar num todo, em toda a gente”, explicou. O atleta deu mesmo o caso da sua família. “O meu pai trabalha e a mãe minha fica em casa e é de risco. Se o meu pai ficar 15 dias sem trabalhar, as coisas em casa viram uma bola de neve. É preocupante”, assinalou.

Estar em casa em família e ouvir o hino do Vitória à varanda

Davidson vive em Mesão Frio, perto da Academia do Vitória, onde ouve a  vizinha adepta que, todas as noites, canta à varanda. “A última música é o hino do Vitória. É espetacular”, classificou.

Por casa, Davidson tem aproveitado para estar o máximo tempo possível em família. “Porém, às vezes bate um tédio e o que eu faço é gritar da janela, dou um berro”, brincou. “Tenho saudades da vida normal, saudades de fazer as coisas normais da vida”, confessou. Para se manter em forma, tem feito os treinos com os materiais que o Vitória mandou. “O Vitória tem-nos tratado da melhor forma possível”, garantiu.

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