“Depois do golo nunca mais nos encontrámos”
Gil Lameiras, treinador do Vitória reconheceu que a equipa nunca conseguiu recuperar emocionalmente após sofrer o primeiro golo frente ao Sporting, acabando por sair de Alvalade com uma derrota pesada, por 5-1.

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“Nós pensamos única e exclusivamente no jogo, não no passado do Sporting. Sabíamos que é uma grande equipa, com grandes individualidades e muito bem orientada, mas viemos para disputar o jogo”, começou por explicar.
Ainda assim, o momento do primeiro golo revelou-se determinante. “Depois do golo a equipa nunca mais se encontrou. Faltou muita personalidade para continuarmos a colocar em campo aquilo que trabalhamos. Basicamente, nas duas primeiras oportunidades que criou o Sporting fez golo e, a partir daí, a equipa nunca mais se encontrou”, afirmou, apontando falhas claras na atitude competitiva: “Faltou muita coisa à equipa, faltou personalidade, fazer aquilo que trabalhamos.”
No plano defensivo, o técnico destacou problemas na organização coletiva, sobretudo na pressão inicial. “Falhámos nos momentos de pressão na linha da frente, depois os jogadores que estavam a dar coberturas também não fecharam os espaços por dentro. Isso levou a haver espaço entre linhas”, explicou. A falta de consistência foi outro dos pontos críticos: “Não tivemos consistência nem rigor defensivo. Sempre que o Sporting esticou o jogo criou-nos muitas dificuldades. Faltou essa dupla pressão da frente, não estivemos nada bem.”
Olhando para o restante da época, o treinador admitiu que este período poderá servir para reflexão e eventuais mudanças, mas deixou em aberto o futuro. “É um trabalho de percebermos o que estamos a fazer na equipa A. O que posso dizer é que há muita coisa que tem de mudar para a exigência do clube continuar a ser a mais alta possível e para podermos vir a um campo como o do Sporting e sermos competentes”, referiu.
Ainda assim, evitou comprometer-se com a próxima temporada: “É relativo estarmos a falar em pré-temporada. Não sei se vou estar aqui para o ano, os jogadores também não. Temos de tentar acabar bem a época e, se continuarmos, há coisas que têm de ser mudadas, sem dúvida alguma”.





