Domingos Bragança afasta cenário de “mal-estar” na Câmara

© Cláudia Crespo / Mais Guimarães

Com base na recente demissão do arquiteto Filipe Fontes, antigo chefe do departamento de Urbanismo da Câmara Municipal de Guimarães, Bruno Fernandes indagou Domingos Bragança sobre “falta de bem-estar entre os recursos humanos do município”.

O tema foi abordado pelo vereador da coligação Juntos por Guimarães (JpG), antes do período da ordem do dia, na reunião do executivo municipal desta quinta-feira, 19 de maio.

O social-democrata afirmou ter tido acesso à missiva de demissão de Filipe Fontes, que, além de cansaço, também dava conta de discordância com aquela que é a estratégia municipal.

Assim, refere que “se sente um mal-estar entre a estrutura do município, os seus trabalhadores, e a gestão do município, nomeadamente a liderança da Câmara Municipal”.

Bruno Fernandes diz aperceber-se que “a estrutura municipal dá sinais de que já não se identifica com aquilo que é a estratégia de quem governa” e alerta que “é preciso valorizar, envolver, acarinhar e ouvir os trabalhadores”.

O vereador incita Domingos Bragança a “tomar as rédeas da gestão dos recursos humanos” e diz não ter dúvidas da “competência e dedicação” dos trabalhadores.

Destacando que “os recursos humanos são o maior ativo que tem o município”, o vereador fala em descoordenação entre a máquina autárquica e a gestão, que devem “estar em sintonia”.

Por sua vez, Domingos Bragança afasta o cenário de “mal-estar” entre os recursos humanos na Câmara Municipal. “Aquilo que acontece hoje, em todo o país e na Europa, é que há profissionais que que são muito pressionados para irem para o setor privado”, explicou o autarca, dando como exemplo os setores da arquitetura e informática.

O edil vimaranense adiantou que “há técnicos que optam por pedir licenças sem vencimento” e muitos consideram que o quadro remuneratório “não é considera satisfatório”.

Atualmente, o município está a trabalhar na alteração do organograma, o quadro organizacional da Câmara, que deverá resultar na apresentação de dois diretores municipais. Um dos profissionais deverá ocupar-se mais da área social, com a educação e saúde, enquanto que o outro ficará encarregue das áreas mais operativas.

São profissionais que terão a competência de coordenação de vários departamentos e que vão permitir a melhor organização de toda a estrutura municipal, que tem vindo a crescer significativamente.

A proposta será apresentada na próxima Assembleia Municipal, em junho.

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