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“É agora, mais do que nunca, fundamental”. DGS lança diretório com dicas para combater o sedentarismo

Diretório compila uma série de iniciativas fornecidas por instituições de ensino superior, entidades governamentais e de utilidade pública ligadas à atividade física e de desporto.

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Evitar ficar sentado, reclinado ou deitado durante mais de 30 minutos; colocar o comando da televisão a uma distância que o obrigue a levantar-se sempre que o quiser utilizar; ou aproveitar chamadas telefónicas e anúncios publicitários para se levantar e andar pela casa. Estes são apenas alguns conselhos presentes no diretório de atividades que a Direção-Geral de Saúde (DGS) lançou esta segunda-feira.

A divulgação deste diretório, que visa combater “uma altura de risco para o sendetarismo”, coincide com o Dia Mundial da Atividade Física, assinalado hoje, dia 6 de abril. Em declarações à agência Lusa, a responsável do programa, Marlene Silva, defende que “a atividade física tem um papel muito importante na gestão do stress, na promoção de um sono mais tranquilo, na libertação de endorfinas e promoção de emoções positivas”. “É agora mais do que nunca fundamental”, complementa.

A diretora do programa nacional para a promoção da atividade física da DGS considerou que o confinamento social que agora se vive “torna ainda mais importante falar de atividade física e do papel fundamental que a atividade física tem na manutenção da saúde física e mental” dos indivíduos. Marlene Silva explicou que este diretório compila uma série de iniciativas fornecidas por instituições de ensino superior, entidades governamentais e de utilidade pública ligadas à atividade física e de desporto.

“São dias e dias seguidos com as pessoas fechadas em casa que podem estar a ver mais televisão e a passarem mais horas no computador em teletrabalho” e, daí, “a recomendação da interrupção do comportamento sedentário, de 30 em 30 minutos”.

Para além deste guia, será ainda lançado um inquérito nacional à população para se poder caracterizar o comportamento de atividade física e o alimentar. “É uma iniciativa conjunta dos programas de alimentação e de atividade física, para caracterizar os níveis de atividade física da população em isolamento e o seu comportamento alimentar”, adiantou ainda, à agência Lusa, Marlene Silva.

“Queremos perceber esta realidade e como é que isto está a ser vivido pelos portugueses. Vai ser uma amostra estratificada por género, por idade e por região e nós aí vamos poder ir além do ‘achismo’ ou da interpretação e perceber realmente que impacto esta situação única, excecional, está a ter nestes dois comportamentos de saúde, tão centrais à nossa população”, especificou.

Marlene Silva explicou que o inquérito vai ser feito de forma mista, telefone e internet, irá revelar “se de facto houve alterações, que tipo de atividade física estão a fazer e como é que está a ser o seu tempo sedentário”, para depois se poder fazer uma caracterização da população.

Vamos caracterizar quem é mais ativo, menos ativo, em termos de idade, no estatuto sócio económico, se tem crianças a cargo ou não, todas as variáveis que é preciso cruzar”, considerou.

Neste sentido, defendeu que “é importante caracterizar e este inquérito vai, exatamente, permitir perceber esta realidade” agora vivida no país, para futuramente a DGS, através dos dois programas de promoção, para a atividade física e para a alimentação saudável, poder “intervir e aprender” com a atual época.

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