Em plena pandemia “há oportunidades de negócio” para o têxtil e calçado

A ideia foi defendida por Domingos Bragança, autarca vimaranense, e António Cunha, presidente executivo do Gabinete de Crise e da Transição Económica, na reunião que decorre esta quinta-feira, por vídeoconferência, com empresários da região.

Em plena pandemia poderão também surgir oportunidades de negócio na área dos dispositivos médicos e de proteção individual para as empresas que apostarem na inovação. Foi esta a ideia lançada na abertura do workshop “Dispositivos médicos e de proteção individual: Oportunidades para a indústria” por Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, e de António Cunha, presidente executivo do Gabinete de Crise e da Transição Económica.

O evento, organizado pelo Gabinete de Crise e da Transição Económica do município de Guimarães, decorre ao longo da tarde desta quinta-feira e será “o primeiro de muitos”, de acordo com ambos os palestrantes.

Na abertura da sessão, Domingos Bragança elogiou os centros de saber e a força industrial da região, classificando-os como “de excelência”.  O autarca referiu que o tecido empresarial “sempre soube ver oportunidades em tempos de crise” e defendeu o momento atual não será diferente. “Estamos a responder a alterações da estrutura produtiva, que tem a ver com a necessidade e consumo de materiais ligados a saúde e à proteção individual”, explicou.

Domingos Bragança disse que é possível que a atual crise se prolongue no tempo e que, por isso, “o padrão a que nos habituamos irá alterar-se completamente”. “Olhemos para esta crise e sejamos não importadores de material, mas sim produtores e exportadores”, apelou aos cerca de 70 empresários presentes na videoconferência.

O autarca acautelou que esta será a primeira de muitas reuniões. “Serão feitas as necessárias. Poderão ser ainda mais especificas, mas vamos ver com o desenvolvimento desta reunião. Podem contar com apoio estratégico, que é o que Câmara pode dar”, apontou.

Já António M. Cunha, Presidente Executivo do Gabinete de Crise e da Transição Económica, recordou que a crise emergiu “num contexto de mudança e complexidade da economia”, nomeadamente num panorama de “transformação digital e na economia circular”. “O digital e a sustentabilidade ganharão ainda mais destaque. São elementos estruturantes de uma mudança acelerada”, acrescentou.

O ex reitor da Universidade do Minho sublinhou ainda que o turismo e a restauração serão os mais afetados e que , por outro lado, a indústria do têxtil e calçado terão “oportunidades” no âmbito da produção de equipamentos médicos e proteção individual. “Perspetivam-se oportunidades importantes no crescimento do volume de negócios. Serão oportunidades melhores aproveitadas pelas empresas que apostarem na inovação e conhecimento para se diferenciarem da competitividade internacional”, frisou.

No Workshop participam, como parceiros, o Health Cluster Portugal, um agente na investigação, conceção, desenvolvimento, fabrico e comercialização de produtos e serviços associados à saúde, a Escola de Engenharia da Universidade do Minho e a Fibrenamics, plataforma internacional da Universidade do Minho para o desenvolvimento de produtos com base em fibras e compósitos.

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