Emídio Guerreiro visita obras e defende continuidade da recuperação da Igreja de Santa Marinha da Costa

A Igreja de Santa Marinha da Costa, em Guimarães, está prestes a concluir a primeira fase das obras de recuperação, centrada na reparação da cobertura e na consolidação estrutural do edifício. Esta segunda-feira, 14 de setembro, o deputado vimaranense do PSD, Emídio Guerreiro, visitou o local para acompanhar o avanço da intervenção e assinalar o fim de uma etapa considerada decisiva para a preservação de um dos mais emblemáticos monumentos religiosos do concelho.

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Durante a visita, o parlamentar destacou a importância da obra agora concluída, sublinhando que permitiu eliminar os problemas estruturais que colocavam em risco a segurança do edifício e a sua utilização.

“Foi possível fazer a parte mais importante, que é a das infraestruturas. Sem um telhado novo e sem a recuperação da estrutura da cobertura nunca seria possível avançar para outras intervenções. O risco de ruína terminou e o edifício está agora consolidado”, afirmou.

Emídio Guerreiro recordou que a recuperação da igreja foi um processo longo, marcado por sucessivos adiamentos ao longo dos anos, mas que acabou por avançar após a assinatura de um protocolo pelo Governo. O deputado salientou que muitos duvidavam da concretização da obra, mas considera que a intervenção demonstra que foi possível transformar intenções em resultados.

Com a cobertura reabilitada e as infiltrações eliminadas, o próximo desafio passa pela recuperação do interior do templo. O deputado defende que devem ser restaurados os altares laterais, os cadeirais, a sacristia, o coro alto e o órgão de tubos, entre outros elementos patrimoniais.

“Agora vamos à parte mais bonita, que é o restauro do património interior. Esta igreja merece uma intervenção capaz de preservar e valorizar todo o seu património histórico, artístico e religioso”, referiu.

Emídio Guerreiro acredita ainda que a requalificação permitirá devolver à Igreja de Santa Marinha da Costa o papel de destaque que teve durante décadas na vida religiosa e social dos vimaranenses.

“Esta igreja já foi palco de muitos casamentos, batizados e celebrações importantes. Tem um enquadramento único sobre a cidade e pode voltar a afirmar-se como um espaço de referência para a comunidade e para quem visita Guimarães”, acrescentou.

Também o pároco da Costa, padre Carlos Sousa, manifestou satisfação pela conclusão desta primeira fase da intervenção, lembrando os momentos de preocupação vividos devido ao estado de degradação da cobertura.

“Houve alturas em que estávamos com o coração nas mãos. Sempre que chegavam períodos de chuva ou temporais víamos a degradação agravar-se rapidamente e sabíamos que a intervenção era urgente”, afirmou.

Segundo o sacerdote, os técnicos responsáveis pela obra chegaram a defender o encerramento antecipado da igreja devido aos riscos existentes. A decisão acabou por se revelar acertada, uma vez que, pouco depois do encerramento ao culto, ocorreu a queda de parte de uma estrutura no interior do edifício.

“Se a obra não tivesse avançado, havia o risco real de algumas zonas do edifício não resistirem a mais um inverno”, alertou.

Apesar da satisfação pela recuperação da cobertura, o pároco considera essencial garantir a continuidade do investimento. Entre os trabalhos ainda necessários estão a recuperação das talhas de madeira, dos altares laterais, da sacristia, do coro alto e do órgão de tubos.

“Esperamos que esta intervenção não seja esquecida. Foi resolvido o problema das infiltrações e da segurança, mas há ainda um património muito valioso que precisa de ser restaurado”, sublinhou.

A atual fase da obra deverá ficar concluída nas próximas semanas. Segundo o padre Carlos Sousa, a previsão é que a igreja possa reabrir ao culto dentro de três a quatro semanas, permitindo o regresso da comunidade a um espaço que considera ter um significado especial para a freguesia da Costa e para todo o concelho de Guimarães.

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