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ENTRE ABRIL E SETEMBRO, O TRÂNSITO SERÁ CONDICIONADO NO CENTRO DA CIDADE

Aos fins de semana, entre as 10h e as 20h00, o trânsito será proibido na Rua de Santo António, bem como na parte norte do Toural e da Alameda de São Dâmaso. Alternativa será o parque de Camões, no qual o estacionamento será gratuito no mesmo período.

Ainda que seja de caráter experimental, poderá ser o primeiro passo para a tornar o centro de Guimarães totalmente pedonável. Foi aprovada, em reunião municipal, por unanimidade, a implementação da Zona de Acesso Automóvel Condicionado no eixo viário constituído pela Alameda de São Dâmaso (Norte), Largo do Toural (Nascente) e Rua de Santo António.

O período experimental irá decorrer de 18 de abril a 27 de setembro, ao fim de semana. De acordo com a proposta, o horário de condicionamento de trânsito decorrerá aos sábados e domingos, das 10h00 às 20h00. Como alternativa, a autarquia irá disponibilizar estacionamento gratuito no parque de Camões, nesse mesmo período experimental. “Sempre dissemos que o parque público de Camões, com cerca de 400 lugares, a 50 metros do nosso centro da cidade, tem condições para ajudar na pedonalização da cidade”, apontou Domingos Bragança, presidente da Câmara de Guimarães, após a reunião municipal.

Trata-se de um experiência-piloto, que o autarca espera que seja “interessante para todos”, nomeadamente comerciantes, moradores e turistas. Caso tal se verifique, a autarquia deverá intervir fisicamente na rua de Santo António, “colocando a rua à mesma cota”, admitiu o autarca. “Se é para pedonalizar, não faz sentido que a rua se mantenha com uma separação clara entre a estrada e o passeio, passando a ser tudo a um mesmo nível. E também é preciso ver a ligação da Alameda de São Dâmaso, que se prolongará por todo o jardim até ao passeio do lado norte. Numa terceira fase, estudaremos a solução para o Toural. Haverá uma alteração física deste espaço, que será pedonal. Só será usado por veículos prioritários”, avançou.

A Associação do Comércio Tradicional de Guimarães (ACTG) mostrou-se reticente relativamente à medida, mas o autarca garantiu estar em permanente diálogo com a associação. “Compreendo que os comerciantes tenham sempre receio de perderem negócio e que venham a ter prejuízos. Porém, estamos a fazer tudo isto exatamente para o contrário: é para que haja maior atratividade para as pessoas irem à cidade e, com esse passeio à cidade, comprarem mais”, explicou. O edil vimaranense garantiu que serão realizadas campanhas com todos os envolvidos, incluindo todos os comerciantes. “O comércio não se esgota só no centro histórico, nem na Alameda, nem na Rua de Santo António. Há em toda a cidade, nas nossas freguesias e nas nossas vilas. Estamos a estabelecer um plano de intervenção para promovermos o comércio”, assegurou.

Do lado da oposição, o vereador do PSD, André Coelho Lima, justificou o voto favorável por existir, neste momento, aquilo que a autarquia considera uma alternativa: o Parque de Camões. “Sempre fomos favoráveis à retirada do trânsito do Centro Histórico, mas com alternativas. O investimento no Parque de Camões faz com que este se represente como alternativa”.

O vereador considerou que esta é “uma alteração essencial para aumento da atratividade turística”. “Com todo o respeito pelos comerciantes, penso que serão os mais beneficiados, pois a medida favorece a compra com tempo. Preocupa-me mais os moradores”, admitiu. “É um dos condicionamentos de ser viver num sítio onde, por outro, lado é um privilégio viver”, apontou.

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