Escola-Hotel do IPCA entra na reta final com terceira revisão ao contrato
A Câmara Municipal de Guimarães aprovou esta segunda-feira, por unanimidade, uma terceira alteração ao contrato da empreitada da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), aumentando para cerca de 1,3 milhões de euros a derrapagem acumulada face ao valor inicial da obra, adjudicada por 15,5 milhões de euros.

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A nova modificação contratual, no valor de 146.445 euros, resulta da necessidade de adaptar o projeto à substituição de equipamentos hoteleiros previstos no projeto de execução elaborado há mais de cinco anos e que, segundo a informação técnica, se encontram atualmente descontinuados ou obsoletos. A alteração implica mudanças na distribuição dos espaços da futura escola-hotel.
Durante a reunião do executivo, o vereador do PS, Ricardo Costa, votou favoravelmente a proposta, mas deixou críticas à sucessão de alterações ao contrato e à justificação apresentada para esta última revisão. “Não levanto suspeitas sobre esta matéria (custo da obra) nem questiono a necessidade dos trabalhos. Sabemos que são obras complexas, sujeitas a imprevistos e à evolução dos custos. O que temos é de acompanhar com rigor aquilo que são os dinheiros públicos”, afirmou.
O socialista destacou que esta é já a terceira alteração ao contrato e que a obra acumula um acréscimo de custos na ordem dos 1,3 milhões de euros. Apesar de considerar que se trata de uma derrapagem “controlada e consciente”, defendeu uma maior exigência na forma como são fundamentadas as modificações.
“A questão que levantei foi a referência a equipamentos obsoletos. Uma coisa projetada há três ou quatro anos, salvo em matérias tecnológicas, dificilmente estará obsoleta. Temos de ter algum rigor e parcimónia nas palavras que usamos”, referiu.
Ricardo Costa salientou ainda a importância da infraestrutura para Guimarães e para a região, lembrando que se trata de “um grande equipamento que faz falta ao concelho, ao distrito e ao país”, manifestando expectativa de que a escola possa iniciar atividade em breve.
No final da reunião, o presidente da Câmara, Ricardo Araújo, mostrou-se confiante de que esta será a última alteração orçamental da obra e apontou para julho a inauguração do edifício destinado à formação.
O autarca prevê que todo o complexo esteja operacional em setembro, a tempo do arranque do ano letivo de 2026/27, embora a componente hoteleira da Casa do Costeado deva entrar em funcionamento numa fase posterior.





