ESTA SEXTA-FEIRA HÁ GREVE GERAL DA FUNÇÃO PÚBLICA

Greve pode afetar alguns serviços no final desta quinta-feira.

Greve pode afetar, a partir das 20h00, o setor da saúde ou a recolha de lixo. © Mais Guimarães

A greve dos funcionários públicos inicia às 00h00 desta sexta-feira e poderá afetar a normalidade de alguns serviços já no final desta quinta-feira. De acordo com as declarações do secretário-geral da Federação dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap), José Abraão, à Lusa, “os trabalhadores cujos turnos começam às 20h00 ou às 23h00 já estão cobertos pelo pré-aviso de greve, como é o caso do setor da saúde ou da recolha do lixo”.

A greve, convocada por esta estrutura sindical da UGT, bem como pelo Sindicado dos Quadros Técnicos do Estado (STE), poderá ter “um impacto acentuado em setores fundamentais como a educação, através do encerramento de milhares de escolas, a saúde, com adiamento de milhares de consultas externas, cirurgias programadas e exames complementares de diagnóstico, bem como dificuldades no funcionamento dos serviços administrativos dos hospitais e unidades de saúde”. Nas autarquias também são previstos constrangimentos — na recolha do lixo, serviços de justiça e atendimentos nas lojas do cidadão, registos e notariado e Segurança Social. Recorde-se que a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) também marcou uma greve para esta sexta-feira.

De acordo com uma nota enviada às redações, os Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica também se juntam à greve.O Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica informa, ainda, através de declarações do presidente do sindicato, que os trabalhadores representados pelo STSS “devem ser organizados de forma a garantir os serviços mínimos”. Também as federações nacionais dos médicos (FNAM) e dos enfermeiros (FENSE) emitiram pré-avisos de greve.

A primeira greve nacional de função pública desde que o atual Governo tomou posse acontece a menos de uma semana da votação final global da proposta de Orçamento do Estado para 2020. Em causa está a contestação à proposta do aumento de 0,3% nos salários para este ano, que os sindicatos consideram “ofensiva”, depois de dez anos de congelamento. As organizações sindicais foram chamadas para uma reunião, marcada para 10 de fevereiro — a votação final do Orçamento do Estado acontece no dia 06.

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