“ESTAMOS ANSIOSOS PELAS NOVIDADES DA ÉPOCA”

É a prova de Rampa mais antiga em Portugal e continua a atrair milhares de pessoas a Guimarães e às curvas da montanha da Penha. Apesar do fim de semana de chuva e baixas temperaturas, a 40ª edição da Rampa da Penha não foi excepção e todos os caminhos foram mesmo dar ao ponto mais alto da cidade.

Local de passagem obrigatória para turistas e peregrinações religiosas em Guimarães, a Penha é também o palco para várias provas de automobilismo. Este ano, volta a estar na rota do Campeonato Nacional de Montanha, sendo a primeira prova pontuável da competição. Com uma paisagem maioritariamente verde e de onde é possível ter uma boa panorâmica da cidade, a Penha está desde 1929 no caminho de muitos amantes de desportos motorizados, proporcionando momentos de emoção e espetáculo.

E desengane-se quem pensa que a chuva pode alterar os planos de um fim de semana voltado para as quatro rodas. O sábado amanheceu cinzento na cidade berço e lá em cima, no ponto mais alto de Guimarães, começavam a chegar os cerca de cinquenta inscritos para darem espetáculo nas curvas e contracurvas da montanha. De acordo com o secretariado da prova, são exatamente 47 pilotos, um número ligeiramente acima do verificado no ano passado. Ainda assim, com a manhã a ser dedicada às verificações técnicas e administrativas, a enchente, no que à assistência diz respeito, estava prevista (e bem!), para a parte da tarde.

Apesar do principal dia de provas ser no domingo, foram milhares os que quiseram acompanhar tudo de início. Muitos deles, amantes da prova e aficionados dos desportos motorizados, como é o caso de André Carvalho: “Desde muito novo que acompanho provas de automobilismo. A primeira foi a também mítica Rampa da Falperra, em Braga, onde o meu pai me levou ainda muito novo. Depois ficamos a gostar dos carros, dos pilotos, do cheiro a gasolina, da adrenalina…”. Num meio onde, nas suas palavras, não existe rivalidade e violência, André Carvalho faz questão de se deslocar todos os anos a Guimarães. “Costumo estar presente na Penha, é a primeira prova do Campeonato Nacional de Montanha e estamos ansiosos pelas novidades da época, pelos novos carros e pelo regresso da paixão pela modalidade”, explica.

Num cenário pintado com as cores dos guarda chuvas abertos, depois da chuva ter feito questão de também marcar presença, Lúcia Gomes acompanhava André Carvalho, também ela adepta atenta da prova mas pronta a admitir que o tempo a fez pensar duas vezes. “O gosto pelo rally surgiu há 10 anos, quando conheci o André, mas hoje questionei-me várias vezes se não estava melhor em casa, está um tempo muito mau, com muita chuva e frio”.

E se o mau tempo incomodou quem assistia, interferiu também com a organização do evento. As estradas molhadas foram uma dificuldade extra que os pilotos tiveram de enfrentar, com a tarde a ficar marcada por vários acidentes e subidas canceladas. Em contrapartida, a manhã de domingo trouxe algumas melhorias e voltou a levar milhares de pessoas à montanha, atentas durante as provas e na expectativa para conhecer os ocupantes dos lugares do pódio: Rui Ramalho, na categoria de Protótipos, Gonçalo Manahu em GT e João Barros em Turismo, foram as grandes figuras do fim de semana e, nos clássicos, José Pedro Gomes, com um Ford Escort MK II, foi o mais veloz. Já no campeonato regional, Daniel Silva, num VW Polo, venceu ao subir a rampa em 1:53.807.

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