Estudo sobre festas de estudantes de Guimarães oferecido a instituições nicolinas

O Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, ofereceu o livro sobre o estudo antropológico das Festas Nicolinas à Irmandade de São Nicolau, à Associação dos Antigos Estudantes do Liceu de Guimarães (AAELG), à Associação de Comissões de Festas Nicolinas (ACFN) e à Comissão de Festas Nicolinas 2020.

O estudo, elaborado por Jean-Yves Durand, investigador e docente na Universidade do Minho, com a participação de António Amaro das Neves, Rui Faria, Hugo Castro e Clara Saraiva, foi simbolicamente entregue no encerramento das Festas Nicolinas 2020, numa visita que efetuou às respetivas instituições, juntamente com a Vereadora da Cultura, Adelina Pinto, e o Presidente da Assembleia Municipal, José João Torrinha.

O documento, “que realça o fervor comunitário e uma manifestação vimaranense com mais de 300 anos, em honra de São Nicolau, insere-se no trabalho que está a ser realizado no âmbito da candidatura das Festas Nicolinas a Património Cultural Imaterial da UNESCO”, pode ler-se na nota enviada às redações.

“Estamos a realizar um trabalho participativo e coletivo, com a envolvência das nossas pessoas e das nossas instituições nicolinas. Todos os vimaranenses estão envolvidos nas Festas Nicolinas e, quando assim é, nada consegue travar uma maior notoriedade e vivência das festas dos estudantes de Guimarães, uma das mais antigas do País que representam uma das expressões maiores do património cultural imaterial vimaranense”, defende Domingos Bragança.

O Estudo Antropológico das Festas Nicolinas de Guimarães foi encomendado a Jean-Yves Durand em 2011 e apresentado no dia 13 de dezembro de 2018, no dia em que o centro histórico de Guimarães celebrava 17 anos como património mundial da UNESCO. O facto de Jean-Yves Durand ter referido que a questão do consumo de álcool nos jovens poderá ser um impedimento à candidatura da UNESCO, suscitou polémica junto das associações nicolinas.

“Duvido que a UNESCO seja recetiva a uma candidatura em que o álcool tenha um papel tão importante. Seria problemático que um município promovesse uma atividade ilegal, que faz parte da tradição”, disse o antropólogo, acrescentando que este é um ponto que se deve verificar junto da UNESCO.

“Assumir a questão do álcool como problema parece inevitável. Mas também é absurdo propor as Festas Nicolinas a sumo”, apontou o responsável pelo estudo, propondo um debate entre o município de Guimarães e os serviços de saúde. Jean-Yves Durand alertou ainda, na altura, para alguns “receios colaterais” caso seja feita a candidatura das Festas Nicolinas à UNESCO. “Pode constituir uma ameaça, como alterações. Na relação de poder entre Nicolinas e UNESCO, sabemos quem tem o poder”, apontou.

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