Falta de construção é resultado da falta de emprego

A análise é feita pelo vereador do CDS, Monteiro de Castro. Engenheiro Civil, profissionalmente ligado ao ramo da construção ,desde 1976, Monteiro de Castro vê a falta de construção de empreendimentos para habitação, em Guimarães, como resultado da falta de pujança económica e a consequente falta de empregos.

Foto: Rui Dias

A apreciação foi feita durante a intervenção do vereador na conferência Urbanismo e Sustentabilidade – Políticas de promoção da qualidade de vida e desenvolvimento, organizada no âmbito do Conselho Estratégico Local do PSD.

Entre 2013 e 2020, não há um único ano em que se façam mais construções novas para habitação familiar em Guimarães que em Braga. Durante todo este período – e até desde o principio do século – Guimarães tem estado a perder população, ao invés de Braga que tem aumentado o número de residentes.

Em 2019, houve 192 novas construções para habitação familiar, em Guimarães, contras 321 em Braga.

“A falta de habitação (em Guimarães) tem que ver com o nível de emprego que é fácil de conseguir em Braga, nos serviços e na industria” , afirma Monteiro de Castro.

Não há construção porque não há procura e não há procura porque não há empregos, é a análise do vereador democrata-cristão. “É uma pescadinha de rabo na boca”, ilustra, lançando mão da expressão popular.

“Se fosse negócio os terrenos eram urbanizados rapidamente. O construtor sente-se estimulado a construir em Braga porque sabe que não estará uma década à espera para vender os apartamentos”

Para Monteiro de Castro o problema não é tanto a falta de terrenos para urbanizar, mas sim a falta de oferta de emprego. O vereador do CDS recorda que “o Parque da Cidade está todo por construir, há 1.500 fogos para construir ao lado da Santos Simões, o monte Cavalinho está parado”, conclui.

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