FERNANDO REGO

Nome completo
Fernando Manuel Abreu Rego da Silva

Nascimento
24 de dezembro de 1973, Porto

Profissão
Segurança

Fernando Rego é produto de uma relação só possível pelas circunstâncias que se viviam no final da década de sessenta, em Portugal. O pai, militar, a cumprir a sua comissão de serviço em Timor (1967/1968) teve como madrinha de guerra uma jovem vimaranense, que viria a ser a mãe de Fernando Rego. Os dois jovens trocavam cartas, como era normal na época. Os homens cumpriam o seu dever patriótico, lá longe, nas províncias ultramarinas, de G-3 na mão, calcorreando as matas, sujeitos a todos os perigos. Às mulheres ficava reservado um papel de retaguarda, de acordo com a moral e os costumes do tempo. As madrinhas de guerra eram muito importante nesta ação, levantando o moral dos tropas, afastados de casa e da família.
Esta relação, forjada em tempo de armas, terá tido importância na formação da paixão que anima Fernando Rego. O presidente da direção da, recentemente criada, Associação de Veteranos Lanceiros de Portugal, dedica grande parte do seu tempo, desde há vários anos, à organização de eventos relacionados com o meio militar, particularmente dedicados à especialidade de Polícia do Exército (Polícia Militar).
A paixão ganhou forma quando, em 1993, foi incorporado para cumprir o serviço militar obrigatório. Naquela altura os mancebos eram chamados para fazer a inspeção, entre os 18 e os 19 anos, mais tarde, no ano em completavam 20 anos, eram incorporados para cumprir o serviço militar obrigatório. O período de incorporação podia prolongar-se até aos 34 anos, caso o mancebo vivesse no estrangeiro ou estivesse a estudar. “Era outro tempo. Eu sou completamente favorável ao retorno do serviço militar obrigatório, em que os jovens aprendam o valor se servir a pátria,” afirma Fernando Rego. Para o presidente da Associação de Veteranos Lanceiros, hoje não faria sentido que fossem apenas os homens a cumprir o dever patriótico, “nos nossos dias também as mulheres deviam ser chamadas, como acontece em países como Israel.”
A recruta foi feita no Regimento de Lanceiros 2, na calçada da Ajuda, em Lisboa. A unidade da arma de Cavalaria onde eram formados – e ainda são, embora hoje a unidade tenha mudado para a Amadora – os praças destinados à especialidade de Polícia do Exército. Passados os três meses da instrução básica (comum a todos os militares do exército) seguiu-se a especialidade e depois o cumprimento do período de serviço, sempre na mesma unidade. Deste tempo ficou uma ligação, à Cavalaria e à Polícia do Exército que nunca mais teria fim. Esta ligação perdura em amizades que permaneceram com o sargento de instrução, o sargento-chefe Pina e o comandante do Esquadrão de Instrução, o (na altura) capitão Marques da Silva.
Quando a tropa ficou para trás, o conhecimento adquirido na área da segurança, nas diversas missões de PE que efetuou no Regimento de Lanceiros, serviram de trampolim para entrar na área da segurança privada que, na época, estava em expansão. Da Cavalaria trouxe um rigor a que os camaradas nos meios civis não estavam habituados, mas confessa que isso acabou por ser benéfico para a sua progressão na carreira.
Guimarães não foi a cidade que viu nascer Fernando Rego, um pouco por acidente. O pai era do Porto e quando regressou de Timor veio a Guimarães buscar a sua madrinha de guerra, com quem casou. A primeira morada da família foi na cidade invicta, mas a mãe, habituada a Guimarães, nunca se ambientou no Porto e acabou por regressar à cidade berço, quando o pequeno Fernando tinha três anos. Desde aí foi esta a sua casa, por isso, não sendo um filho da terra, é daqueles que foi adotado antes da idade escolar. Aqui estudou , jogou nas nas camadas jovens do VSC e casou, com uma vimaranense de quem tem uma filha com 23 anos.
Apesar de este ser um perfil pessoal, como bom camarada de armas que é, não deixa de referir aqueles que o acompanharam na aventura de criação da AVLP: Pedro Guerreiro, coronel Vareta, Cordeiro da Silva, Cláudio Monteiro e Jorge Pinto, entre outros.

Por: Rui Dias

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