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FILIPA ARAÚJO

Nome completo
Filipa Margarida Teixeira Abreu de Araújo

Nascimento
29 de abril de 2000, Mesão Frio

Profissão
Árbitra de Voleibol

Com apenas 19 anos, a jovem vimaranense está desbravar caminho numa profissão em que não se veem muitas mulheres. A paixão é o voleibol, mas o sonho é chegar ao nível internacional de árbitra de indoor.

Recuar até à infância para a Filipa Araújo não é difícil, até porque ainda jogava voleibol há bem pouco tempo. Jogou a modalidade (federada) durante 10 anos, no emblema da cidade, o Vitória. “Um amigo da família, que era treinador do Vitória, levou-me a mim e à minha prima para jogarmos. Desde sempre que é uma grande paixão”, explicou Filipa. No entanto, o azar bateu-lhe à porta e, devido a uma lesão, teve que deixar de jogar. “Tive um problema na coluna, por volta dos 13 ou 14 anos, e deixei de jogar. Não consegui conciliar a fisioterapia, o voleibol, a escola, a musculação”, recordou. “Na altura, lembro-me que foi bastante complicado porque eu gostava muito de jogar, gostava muito do espírito de equipa, que para mim continua a ser o mais importante. Mas com o tempo fui percebendo que as amizades que construí no voleibol não iam terminar”, sublinhou.

Embora o sonho parecesse estar perdido, foi nas influências do seu avô que Filipa Araújo encontrou outro caminho, que parece ser o mais acertado. “O meu avô foi árbitro de futebol e queria muito que eu também fosse. Só que eu nunca gostei muito de futebol”, confessou. De vez em quando, quando não havia árbitros no Vitória, a própria atleta arbitrava e recebia elogios. Aos 16 anos, decidiu então dar o primeiro passo. “Fui depois tirar o curso de arbitragem, com 16 anos, em Vila Nova de Famalicão. Havia raparigas, mas eu era a mais nova. Mas não havia muita gente, éramos pouquinhos. A nossa Associação tem feito cursos de arbitragem quase todos os anos, mas a maioria desiste”, mencionou.

Quando regressou aos jogos mas a assumir outra posição, Filipa Araújo admitiu que naquela altura foi “muito complicado”. “Não estamos habituadas a ouvir o que ouvimos. Mas agora já não oiço nada do que dizem. Ouvimos aquele burburinho, mas nem percebemos às vezes e é melhor assim”, admitiu.

A jovem vimaranense contou ainda um episódio que não esquece e que representa uma realidade muitas vezes vivida pelos seus colegas de profissão. “Houve um presidente de um clube que me insultou de início ao fim do jogo, porque eu tinha jogado no Vitória e estava a arbitrar um jogo do Vitória frente ao clube dele”, disse.

Ao analisar os tempos em que jogava e agora que é árbitra, Filipa Araújo sabe que são mundos bem diferentes. “Eu era daquelas que se chateava com as decisões dos árbitros e agora percebo. De facto, é uma mais valia para mim ter jogado porque percebo os comportamentos mais grosseiros. E é só no jogo, depois já somos todos amigos”, admitiu.

Filipa Araújo está também no primeiro ano do curso de Educação Física e Desporto, no Instituto de Estudos Superiores de Fafe (IESF). “Temos vólei na universidade e muitas vezes digo que é falta e os meus colegas mandam umas boquinhas à senhora juíza”, contou entre risos.

A formação superior pode ser uma ajuda para o sonho que quer alcançar, algo que para já considera “quase impossível”. “Eu quero ser árbitra internacional de voleibol de indoor, apesar de ser um bocadinho impossível, porque temos de ser propostos pela federação. Em Portugal, há apenas uma mulher árbitra de indoor internacional. Já estive em algumas competições internacionais, a juiz de linha e a marcadora e adorei a experiência”, explicou.

Filipa Araújo vai agora subir ao nível 3, que é o nível máximo profissional de voleibol de praia e está no nível 2 de pavilhão.

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