FILIPE GUIMARÃES

Nome completo

José Filipe de Oliveira Gomes

Nascimento

04 de novembro de 1973

Guimarães

Profissão

Empresário

Um vimaranense de gema, com toda a tradição e bairrismo que isso acarreta. É assim que Filipe Guimarães se apresenta. Nasceu na rua das Trinas, bem no coração do centro histórico de Guimarães e tem consigo aquele sentimento que quem é de fora, não entende. Com um sotaque tão forte como as suas raízes, conta que é sócio do Vitória desde os três anos. Ia ao estádio com o avô, que vendia gelados. Desde aí percebeu que teria de ser fiel à cultura que lhe era incutida. “Sou um apaixonado pela minha cidade e vivo cá há 44 anos”. Quando casou com a esposa de Barcelos, ainda houve a hipótese de ir para lá viver, “mas felizmente não se concretizou”. É pai de uma filha de três anos, chamada Vitória e tem um negócio de doces, na Cidade Berço, cujo nome não é difícil de adivinhar.

Estudou os primeiros dois anos do ensino primário na Escola de Santa Luzia, mas no 3.º e 4.º moveu-se para a escola na Quintã. Nos quatro anos seguintes, Filipe foi estudar para a João de Meira e para o Liceu. Reprovou no 7.º ano de escolaridade, mas nada o fez desistir dos seus objetivos. O sonho de estudar gestão empresarial fez com que se deslocasse para a Veiga, onde o curso era lecionado.

Foi na Veiga que, em 1993, a convite do grande amigo José Luís de Sousa, integrou pela primeira vez a Comissão Nicolina, enquanto 1.º Vogal da Academia. Passou pelos habituais rituais, com praxes e peditórios que tinham tanto de cansativo, como de “louco”, próprio da idade. No ano seguinte voltou a integrar a Comissão enquanto vice-presidente, mas ainda antes do início das festas decidiu retirar-se, por não se sentir parte da solução. Esteve um ano ausente e regressou em 1996, a convite da Comissão dos Antigos Estudantes. Assumiu a presidência da Comissão com toda a legitimidade, pelo seu passado. Era o único membro considerado “velho” pois ao seu lado só tinha “malotas”, ou seja, membros que se estreavam na Comissão.

Organizar as Festas Nicolinas nunca é fácil, especialmente quando são apenas 10 elementos e todos muito jovens. Filipe Guimarães ainda hoje recorda aquele grupo com emoção.

“Fizemos umas grandes festas, com grandes homens”

Quem vê as festas de fora provavelmente não entende como é que aqueles jovens conseguem aguentar a pressão e organizar, por exemplo, um cortejo com mais de 100 mil pessoas. “Provavelmente só em Guimarães é que isso é possível”, explica Filipe – “as pessoas aqui ajudam-se sempre. Todos querem que as festas corram bem”. É este o espírito de um nicolino. “Se hoje alguém vier bater à minha porta, eu preencho a mesa com comida e bebida e convido-o a servir-se”.

Ser um bom nicolino tem muito que se lhe diga e é preciso cumprir muitos critérios. Filipe não se convence apenas com a farra, é preciso disciplina. “Para mim um bom nicolino é aquele que respeita e cumpre aquilo que lhe é pedido, mas sobretudo aquele que o faz mantendo bons resultados escolares”.

Do ano em que fazia peditórios porta a porta, guarda memórias inesquecíveis e algumas delas dariam para espetáculos de comédia. Certo dia, enquanto pedia com o seu presidente de Comissão, uma senhora tinha tanta vontade de os receber que ao descer as escadas tropeçou e só parou bem lá no fundo. “A senhora, ainda dorida, pediu à filha para ir buscar a oferta, que estava em cima da mesa”.

A filha Vitória, apesar de ter apenas três anos, já tem uma caixa, pequena, e esta quarta-feira de manhã vai participar no Pinheirinho. Filipe não esconde que já tem guardados vários ensinamentos que não podem faltar a qualquer vimaranense ainda em formação.

Por: Luís Freitas

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