Filosofia de Leonardo Coimbra em livro de Francisco Oliveira

Foi com a certeza de que se apaixonou pela filosofia […]

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Foi com a certeza de que se apaixonou pela filosofia nos tempos de liceu que Francisco Oliveira lançou o seu mais recente livro: “O Humanismo de Leonardo Coimbra”. A obra foi apresentada na passada quinta-feira, 2 de março.

© Cláudia Crespo / Mais Guimarães

Foi precisamente quando começou a licenciatura que se deu o casamento com Leonardo Coimbra e com a filosofia portuguesa. Esta obra, disse ao Mais Guimarães, “é uma consequência dessa redescoberta e dessas núpcias com a filosofia portuguesa e a literatura e a arte. É daqui que brota a necessidade de estudar o humanismo”.

A seu ver, “Portugal teve uma filosofia muito ligada à Igreja e à teologia”, e, apesar desta emancipação ter ocorrido tarde, o país permaneceu “escravo da teologia durante muitos anos”. Ao mesmo tempo, explica-nos, com a reforma de Marquês de Pombal, “dá-se a extinção da Filosofia em Coimbra, a expulsão da Companhia de Jesus, a proibição de ensinar teologia em Portugal”.

Para Francisco Oliveira, mesmo com o vazio que parecia existir na Filosofia, “ela estava presente e muita gente, dentro e fora da Igreja, ousou filosofar. No século XIX há uma explosão tremenda de filósofos ligados ou não à Igreja, muito deles até anti Igreja Católica. Muita gente vai redescobrir a filosofia”.

Transpondo a realidade vivida nesses tempos para a atualidade, o escritor lamenta que o Cardeal Tolentino Mendonça tenha referido, há poucas semanas, que “não somos um país de filósofos, somos um país de poetas”. Considerando esta opinião “um preconceito”, reitera que “em Portugal se faz filosofia, melhor que teologia”, que está, por esta altura, “morta”.

“A teologia em Portugal está muito morta, é uma repetição, somos divulgadores e não fazedores de teologia. Em filosofia, há quem faça filosofia”, considera.

Relativamente ao seu novo livro, diz que a escolha pelo humanismo de Leonardo Coimbra se justifica por ser um humanismo personalista cristão. “O seu cristianismo tem um sentido muito lato. Vê o Homem como imagem de Deus e, portanto, uma dignidade acima de todas as políticas, saberes, prazeres. Ao mesmo tempo ele denuncia, nesses anos 30, esses humanismos que vão surgindo em nome de um Homem de raça superior ou até do fascismo português”, aponta.

Assim, enaltece a necessidade de “parar para ver” e apreciar a nossa solidão. “O Homem de hoje não sabe estar consigo, tem medo da solidão porque se tornou solitário. Leonardo Coimbra é um filósofo de facto. Ele reflete, pensa e faz a sua filosofia”, finaliza.

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