Fim de semana de diversidade artística em Guimarães

A viagem deste fim de semana começa esta sexta-feira, 28 de maio, no Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) e termina no domingo, dia 30, em plenos jardins do Centro Cultual Vila Flor (CCVF), não se escusando de fazer uma imprescindível escala na Casa da Memória.

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Já esta sexta-feira, às 19h30, os barcelenses Indignu [lat.] sobem ao palco da Black Box do CIAJG com o seu som instrumental que pode reportá-los para um dissimulado pós-grunge e os momentos acústicos, manchados de veneração ao simples e ao natural.

Ainda no CIAJG, o dia seguinte abre com a exibição de filmes de Sarah Maldoror a partir das 15h00, numa sessão comentada por Paulo Cunha do Cineclube de Guimarães e na qual se apresentam as obras “A Bissau, Le Carnaval” (“Em Bissau, O Carnaval”, 1980) e “Et les chiens se taisaient” (“E os cães deixaram de ladrar”, 1978), interrogando temáticas como a identidade negra a partir das máscaras do Carnaval, rituais associados ao curso da vida e à força que conduz o povo guineense à resistência política e militar e a revolta de um narrador contra a escravatura do seu povo.

No mesmo local, segue-se, às 17h00, a performance musical “A vingança das serpentes” protagonizada por Ece Canlı, artista, música e investigadora turca a viver no Porto que colaborou e colabora nacional e internacionalmente com vários artistas, músicos e coreógrafos, criando bandas sonoras para performances, exposições e trabalhos de vídeo.

Às 16h00, entra em cena o teatro com as Oficinas do Teatro Oficina a apresentarem, em vários locais do CCVF, o seu “Roteiro” que nos leva até um momento festivo, um encontro, uma descoberta ou invenção que se reflete no espelhamento de uma apresentação final de um ano letivo atípico. Ricardo Batista, Ana Rita Xavier, Bruno Laborinho e Nuno Preto foram as pessoas convocadas para provocarem novos olhares aos respetivos alunos.  

Esta tarde de sábado termina às 19h00 no Pátio da Casa da Memória de Guimarães com António Fontinha a apresentar o seu projeto “Entardecer com Contos”. Reatar a caminhada é o mote do projeto que recupera o património de narração oral em Guimarães para a Casa da Memória e faz lembrar as cumplicidades desenvolvidas no passado, onde era em casa que se contavam os melhores contos, à volta do lume, em família, em comunidade, com lentidão. Neste primeiro encontro ao entardecer, a voz que se junta é a de Joaquim Mendes Teixeira, um narrador local.

O fim de semana culmina nos jardins do CCVF com um espetáculo especialmente dedicado a famílias, “CircOOnferência”, considerado um ato de liberdade na reconstrução da História do Circo, escrito e interpretado com elementos de humor, risco e poesia, e transversal a todas as gerações. Com inspiração nos diferentes registos bibliográficos, “CircOOnferência” fomenta a vontade de ficcionar uma história, a partir dos factos da sua própria história. Não sendo o percurso linear, a ideia passa por agitar, fazer refletir, formar massa crítica. Antípoda por natureza, poético, rebelde e sonhador, o imaginário circense faz parte da memória coletiva do público em geral e é a este mesmo público  que se apresenta às mãos da companhia Radar 360º pelas 16h00 de domingo, repondo a sua energia em ação para se mostrar a 31 de maio e a 1 de junho em escolas e instituições do município de Guimarães.

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