Guimarães apresenta Observatório do Turismo: “uma experiência para todos”
Plataforma reúne, num único espaço, informação sobre visitantes, alojamento e consumo. Sessão anunciou ainda a renovação do site Visit Guimarães e a criação de um Marketplace turístico.

@ Mais Guimarães
O Município de Guimarães apresentou, a 29 de setembro, o Observatório do Turismo de Guimarães – “Conhecer para Decidir”, uma plataforma que reúne, num único espaço, informação até agora dispersa sobre a atividade turística do concelho. O objetivo é reforçar a recolha, monitorização e análise de dados, apoiando a tomada de decisão e a qualificação da oferta local. A sessão serviu também para anunciar a renovação do site Visit Guimarães e a criação de um Marketplace turístico, que, juntamente com o Observatório, formam uma estratégia comum para o setor. Estava prevista para os jardins do Posto de Turismo e acabou por decorrer no antigo Paços do Concelho por causa da chuva. Foi conduzida por Isabel Pinho, chefe da Divisão de Turismo, e por Ricardo Machado, diretor do Departamento de Inovação, Transformação Digital e Economia, e integrou-se no programa do Dia Mundial do Turismo, enquadrando o projeto na Estratégia Nacional dos Territórios Inteligentes (ENTI).
Um território inteligente, baseado em evidências
Segundo a apresentação, a estratégia procura transformar Guimarães num território inteligente, alinhado com a tecnologia, a sustentabilidade, a acessibilidade e a inovação. Assenta em evidências e visa melhorar a decisão e maximizar os benefícios económicos e sociais. Os objetivos passam por monitorizar fluxos turísticos, gerir o destino com base em dados, melhorar a experiência do visitante, otimizar a gestão do território e planear a mobilidade. O Observatório cruza informação de várias origens: o Posto de Turismo (atendimento, perfil e satisfação dos visitantes), o INE, o alojamento turístico, o consumo e a economia local, os eventos e os fluxos de visitantes, além de entidades como o Turismo de Portugal.
Entre as fontes próprias, o site disponibiliza números de visitas e de visitantes a museus, organizados por ano. Nas dormidas, os próprios proprietários dos alojamentos enviam relatórios mensais com indicadores como a receita e o proveito de quarto. Os dados do Teleférico da Penha, operado pela Turipenha, são obtidos através da plataforma de venda de bilhetes BOL. O Posto de Turismo recolhe ainda informação através de inquéritos aos visitantes, feitos com um formulário criado pelo próprio serviço e associado ao site Visit Guimarães. Dos dados apresentados resulta que Espanha é o país que mais visitantes envia ao concelho e que o Castelo e o Paço dos Duques de Bragança são os locais preferidos.
Do dado à decisão
A informação passa por uma camada de integração, com validação de qualidade, e alimenta indicadores, análises de tendências e monitorização contínua. Os resultados chegam sob a forma de dashboards interativos, mapas, relatórios e boletins, análises personalizadas e exportação de dados. A plataforma prevê ainda a ligação a parceiros, como entidades regionais, empresas e universidades. Ricardo Machado descreveu o repositório de dados do Observatório como “um momento revolucionário na interpretação dos dados” e “uma experiência para todos”.
Três plataformas numa mesma estratégia
O Observatório integra uma estratégia mais ampla, organizada em três plataformas. A primeira é o Visit Guimarães, o site de turismo do concelho, que vai ser renovado para inspirar, planear e orientar a visita. A nova versão terá conteúdos editoriais e multimédia, itinerários e sugestões adaptados aos interesses e ao tempo de cada visitante e um percurso que vai da descoberta à reserva ou compra, através da ligação ao Marketplace. A segunda é o Marketplace, uma plataforma de comércio eletrónico para integrar, personalizar, converter e comprar. Funciona como uma ferramenta comum onde cada operador apresenta e promove a oferta, define preços e condições, recebe reservas ou vendas e gere a sua atividade. A ideia é dar capacidade de comercialização a agentes que, sozinhos, não a têm, e permitir que seja o visitante a construir o programa à sua medida, combinando ofertas de operadores sem relações comerciais entre si.
A terceira é o próprio Observatório do Turismo, que, sob o lema conhecer, analisar, orientar e decidir, fornece as camadas de informação e dados que sustentam as decisões.
Para os agentes económicos, o Município aponta como vantagens a maior visibilidade, a integração de produtos, experiências e serviços, a combinação de ofertas, os programas de visita personalizados e a reserva e comercialização.





