Guimarães debate o futuro da sustentabilidade na conferência Green Horizons
Guimarães está a acolher a Conferência Internacional Green Horizons - Shaping the Modern Age, que decorre no Teatro Jordão e integra o programa oficial de Guimarães 2026 - Capital Verde Europeia. A iniciativa reúne especialistas, investigadores, empresas e decisores políticos para refletir sobre soluções concretas para os principais desafios ambientais do século XXI, reforçando o posicionamento do concelho como território de referência na transição ecológica.

© Eliseu Sampaio / Mais Guimarães
Promovido pelo Centro para a Valorização de Resíduos, o evento destaca o papel de Guimarães nas áreas da economia circular, bioenergia, ecossistemas urbanos e políticas ambientais, afirmando o município como espaço de inovação, sustentabilidade e cooperação científica.
Na sessão de abertura, o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, sublinhou a importância da conferência como ponto de encontro entre ciência, decisão pública e inovação empresarial. “Os grandes desafios do nosso tempo só podem ser enfrentados com conhecimento, com cooperação e com coragem para agir.”
O autarca destacou também a relevância do encontro num contexto global cada vez mais exigente. “Vivemos um tempo exigente em que se torna necessário responder aos problemas com inteligência, responsabilidade e visão de futuro. O Green Horizons é precisamente um espaço onde a ciência se encontra com a decisão política, onde a investigação dialoga com a indústria e onde o conhecimento se transforma em possibilidade, e essa possibilidade pode transformar-se em ação concreta.”
Para Ricardo Araújo, a distinção de Capital Verde Europeia 2026 representa sobretudo uma responsabilidade acrescida para o território e uma oportunidade para mobilizar a comunidade. “É um meio para transformar, para mobilizar e para fazer melhor, pelo ambiente, naturalmente, mas também pelas pessoas.”
O presidente da Câmara salientou ainda que a transição ecológica deve traduzir-se em benefícios concretos para a população. “A transição ecológica só faz sentido se melhorar o espaço público, se qualificar o território, se promover saúde e bem-estar, se gerar conhecimento, inovação e emprego e se reforçar a confiança coletiva de que é possível crescer de forma mais equilibrada, mais inteligente e mais sustentável.”
Na sua intervenção, deixou também uma mensagem de mobilização coletiva para enfrentar os desafios ambientais. “Nenhum município conseguirá responder sozinho à complexidade dos desafios ambientais. Precisamos da ciência, das universidades, das empresas, das escolas, das instituições públicas e da sociedade civil. Precisamos, acima de tudo, de uma comunidade mobilizada e consciente de que o futuro se constrói em conjunto.”
A conferência conta com a presença do secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, da presidente do Conselho de Administração da CVR, Cândida Vilarinho, e de diversas personalidades de referência nas áreas da sustentabilidade, ciência e política ambiental, entre as quais Isabel Loureiro, Jorge Moreira da Silva, João Matos Fernandes e Rosa Vásquez Espinoza.
O encontro reúne ainda representantes de instituições académicas, centros de investigação e empresas de referência, como a Universidade do Minho, a Super Bock, a Coca-Cola, a Smartwaste, a Endutex e a Corticeira Amorim.
O programa inclui conferências, visitas técnicas a entidades como o PIEP – Pólo de Inovação em Engenharia de Polímeros e o Laboratório da Paisagem, experiências imersivas e circuitos de sustentabilidade, promovendo momentos de aprendizagem, networking e inovação. A organização assume ainda um compromisso com práticas sustentáveis, com medidas de gestão responsável de resíduos, mobilidade sustentável, alimentação consciente e monitorização ambiental.





