Há um corona lá fora à minha espera

Por Carlos Guimarães.

O bicho mau veio para ficar. O corona que me está destinado anda algures por aí e o teu também. Quase todos vamos ter direito a um e só temos duas armas para o vencer, o nosso sistema imunológico e na insuficiência deste, pedir ajuda aos cuidados médicos. Se o nosso exercito de células do sistema imunitário claudicar e se os cuidados médicos estiverem esgotados estamos entregues! Esta pode ser a diferença entre a vida e a morte e por isso não podemos baixar a guarda, temos de nos manter afastados, cumprir com todas as medidas e adiar o problema para um momento que acreditamos ser mais favorável. Vamos ter que retomar a nossa vida mais adiante com o bicho por aí, adaptados, zelosos e obedientes. O verão vai ser o mais diferente de todos os verões, mas ninguém o irá travar, as nuvens serão vencidas pelo céu azul e os campos já estão cheios de flores.
O bicho mau que nos destrói, também nos tem mostrado o lado bom da natureza humana. Estamos mais separados mas sinto que cada vez mais nos aproximamos da parte boa da humanidade, A SOLIDARIEDADE. Nunca assisti a tamanha onda de solidariedade com os ricos e poderosos a remar no mesmo sentido, o sentido de ajudar em vez de amealhar. Haverá muita terra queimada, mas debaixo das cinzas irão nascer ervas novas e o campo será mais verde do que nunca porque muitos já se aperceberam que a verdadeira fortuna é ser solidário. Já se aperceberam que somos todos iguais aos olhos do bicho mau e tão pequenos como os mais pequenos.
Oa meus pais diziam que no tempo da fome, uma sardinha dividia-se por três e o que mais enchia o estômago era o próprio estômago. Diziam que a tuberculose e outras doenças definhavam os pobres até à morte. Hoje somos mais iguais na saúde e na doença e iremos passar bem melhor que os nossos progenitores. Se eles venceram, nós também vamos vencer.

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