HABITAÇÃO É “PROBLEMA NA ORDEM DO DIA”

O Futuro da Habitação em Guimarães esteve em discussão esta tarde, no salão nobre da ACIG. A organização do debate esteve a cargo do PS da União de Freguesias de Oliveira, São Paio e São Sebastião.

Com seis oradores convidados e com António Magalhães, docente da Universidade do Minho, como moderador, a tarde foi de conversa sobre a habitação, tendo em conta tanto o panorama nacional como a realidade de Guimarães. Numa primeira intervenção, Jorge Cristino revelou que esta será a primeira de várias “conversas” que o PS da união de freguesias da cidade vai organizar ao longo deste ano, sobre várias temáticas.

“É um problema que nos toca a todos e que está na ordem do dia”, começou por lançar António Magalhães, como partida para o início da exposição dos pontos de vista de cada convidado. Para João Paulo Correia, deputado e presidente da União de Freguesias de Mafamude e Vilar do Paraíso, em Vila Nova de Gaia, “a política da habitação esteve fora da agenda política durante várias décadas”. “O Estado, durante muitos anos, desresponsabilizou-se e focou-se apenas nas questões de mercado”, afirmou.

Ainda segundo o deputado do PS, foi a crise que veio introduzir alterações neste setor: “Com a crise, houve uma alteração do modelo de atuação e do olhar do Estado. Houve necessidade de se regressar a políticas públicas de habitação”, explicou João Paulo Correia.

Sendo a habitação o maior encargo na vida das famílias portuguesas, as instituições financeiras têm um papel preponderante quando a questão é a compra. Segundo José Manuel Arantes, proprietário e investidor imobiliário, “houve um grande interesse das instituições financeiras e acabou por se gerar uma falta de regulação onde o Governo devia intervir”.

Acerca da realidade de Guimarães, José Manuel Arantes revelou que, nos anos, 80, “Guimarães perdeu mais de 20% da população nas freguesias centrais, aquando do aparecimento da habitação social”. Em 2012, segundo os dados referidos, havia 626 alojamentos vagos, sendo que desses, cerca de 440 estavam na zona histórica e central da cidade. O interesse no regresso ao centro deu-se em 2015 e, segundo o investidor, é o caminho para o futuro, caminho esse que já se segue na Europa há vários anos.

“Guimarães é uma cidade com grande património, com evolução equilibrada e políticas assertivas. É uma das cidades portuguesas com potencial de crescimento”, explicou Arantes.

Já para Diogo Antunes, na perspetiva de diretor executivo imobiliário, o futuro da habitação passa por um equilíbrio entre a compra e o arrendamento. Ainda assim, afirmou, “Portugal é um país de proprietários”. Da sua experiência com o mercado vimaranense, Diogo Antunes destaca o aumento do preço da produção na habitação o que, por consequência, “se reflete nos preços praticados”.

 

 

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