HOSPITAL DE GUIMARÃES EM PROCESSO DE ADMISSÃO DE PESSOAL

A redução do horário dos enfermeiros para 35 horas entrou em vigor no dia 01 de julho e a falta de pessoal que garanta os serviços está a preocupar estes profissionais. O Hospital de Guimarães recebeu a aprovação para recrutar 63 profissionais, que representam um valor anual de um milhão e 200 mil euros.

A redução do horário dos enfemeiros, assistentes e técnicos de diagnóstico tem causado greves por todo o país, o que condiciona os serviços hospitalares, causando o caus no atendiemnto. Esta redução, de 40 para 35 horas de trabalho semanais dos enfermeiros, está a ser temida pelos profissionais e sindicatos, que garatem que sem uma nova contratação de pessoal, o Serviço Nacional de Saúde pode reduzir a sua capacidade de resposta.

Hospital de Guimarães

O Hospital da Senhora da Oliveira Guimarães recebeu a aprovação, por despacho conjunto dos Ministérios da Saúde e das Finanças, para contratação de 63 novos profissionais. Estas novas admissões representam um encargo anual de cerca de um milhão e 200 mil euros. Acresce que o Hospital obteve também autorização para substituir os colaboradores que se encontram ausentes, por variadas razões, há mais de quatro meses, assim como aqueles que, por qualquer motivo, como por exemplo aposentação, cessaram o contrato de trabalho.
De acordo com o bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Miguel Guimarães, esta é “uma situação mais ou menos caótica”, devido ao início do período de férias.
Por outro lado, o presidente do Sindicato dos Enfermeiros, contactado pelo Mais Guimarães, explicou que esta situação não piora apenas no período de férias, mas sim durante todo o ano. “É bom recordar que cerca de 30 a 35% dos enfermeiros estão ausentes do serviço por várias razões, ou por licença, ou por doença. Essa média está feita e devia ser contemplada nessas reduções”, sublinhou José Azevedo que adjetiva estas reduções como “problemáticas”. José Azevedo referiu ainda que a situação dos enfermeiros é “criminosa” e que “só quem vive pode perceber”. “Quanto mais maltratados forem os enfermeiros, mais correm para a privada, para terem um duplo emprego. O que significa que os enfermeiros para terem um salário decente têm que se multiplicar”, disse, acrescentando ainda que estes profissionais de saúde excedem por vezes as 50 horas semanais, e que “recorrem a calmantes e ficam ausentes por exaustão, tornando-se num ambiente infernal”. José Azevedo mencionou também que “esta redução começou a ser desenhada em outubro do ano passado, e que os tempos foram passando e não mexeram no número de enfermeiros“.

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