Hospital de Guimarães transfere 26 doentes para Riba D’ Ave

A Santa Casa da Misericórdia de Riba D’ Ave, em nota enviada este sábado, 6 de fevereiro, à agência Lusa, informou ter antecipado a abertura do Centro de Investigação, Diagnóstico, Formação e Acompanhamento das Demências (CIDIFAD), cuja abertura estava projetada para maio ou junho, para poder acolher 92 doentes de outros hospitais, entre os quais infetados com o novo coronavírus.

De acordo com aquela nota, 60 doentes covid-19 já chegaram de vários hospitais, sobretudo do norte do país, e “26 não covid vão chegar, já na segunda-feira, do Hospital de Guimarães”.

Atualmente, ao que o Mais Guimarães apurou, a unidade de saúde pública vimaranense tem encaminhado diversos doentes covid e não covid para unidades privadas e do setor social da região, e utilizado instalações destas para a realização de procedimentos médicos, nomeadamente cirurgias, ao abrigo de protocolos estabelecidos.

Quando ao CIDIFAD, a nova valência do Hospital de Riba D’ Ave, segundo aquela informação enviada à Lusa, foi já ativada “perante a emergência sanitária de combate à pandemia” sendo colocada à disposição do Serviço Nacional de Saúde (SNS) “devidamente equipada”.

A Santa Casa da Misericórdia de Riba D’ Ave acrescenta que garantiu até à data, e no âmbito do esforço por “libertar muita da pressão existente sobre os hospitais da região”, a assistência a 250 doentes, nomeadamente 177 infetados com o novo coronavírus e 73 não covid-19 agudos.

“Foi com um enorme esforço que conseguimos reunir equipas, numa ocasião de enorme sobrecarga laboral e que estivessem à altura do desafio que os tempos impõem, o de apoiarmos o SNS a conseguir dar resposta a uma luta desigual e que deixou os hospitais à beira do colapso”, referiu a diretora-clínica adjunta, Isabel Seixas.

Questionada sobre se fica em causa a abertura da CIDIFAD para o fim para o qual o equipamento estava planeado, a instituição acrescentou que este “só abrirá na plenitude quando o Ministério da Saúde deixar de necessitar e país tiver a situação pandémica controlada. Neste momento a prioridade continua a ser ajudar a aliviar os hospitais para que, quando os números covid-19 diminuírem, possam rapidamente retomar a sua atividade normal”, referiu a mesma fonte.

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