Hugo Ribeiro alerta Bragança para prestar atenção “ao que se passa” na Taipas Termal

Vereador da oposição referiu que o saldo positivo da cooperativa no Relatório e Contas do Exercício de 2019 pode induzir em erro, uma vez que houve um aumento “de 140 mil euros no contrato-programa”.

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Hugo Ribeiro, vereador eleito pela Coligação Juntos por Guimarães, dirigiu-se a Domingos Bragança acerca da Taipas Termal e alertou “para se prestar a maior atenção ao que se passa” na cooperativa. “Chamo à atenção que, uma vez mais, esta cooperativa foi notícia pelas piores razões num órgão de comunicação social. Não me quero alongar e especificar as razões, mas quero alertar para que se preste um pouco mais de atenção ao que se passa nesta cooperativa em concreto”, frisou.

Na reunião de câmara desta quinta-feira, o vereador referiu que o saldo positivo da Taipas Termal pode induzir em erro, já que houve um aumento “de 140 mil euros ao contrato-programa que [a cooperativa] já tinha com a Câmara Municipal”. “Se não tivéssemos este aumento, teríamos um resultado negativo pelo terceiro ano consecutivo”, afirmou Hugo Ribeiro, à margem de um dos pontos das Informações da ordem de trabalhos, referente ao Relatório e Contas do Exercício de 2019.

Domingos Bragança referiu que o investimento da câmara reflete a aposta na “requalificação e apresentação de outras valências para outros serviços complementares de saúde” na cooperativa. “Hoje, tem um conjunto de serviços de qualidade e de saúde complementares”, acrescentou o presidente do município, apontando ainda que aquela é uma instância termal de “referência”.

Ainda assim, o contrato-programa da cooperativa será revisto devido aos efeitos da pandemia causada pela Covid-19, já que a Taipas Termal recorreu ao sistema de lay-off simplificado. Algo que também se estende à Tempo Livre, anunciou Domingos Bragança. “Do ponto de vista financeiro, a que tem mais necessidade é a Tempo Livre, pois teve uma queda abrupta”, explicou, informando ainda que a “subvenção que a Câmara passa para a Tempo Livre é muito inferior” a uma outra cooperativa, A Oficina, já que a primeira tem uma receita “superior a 50%” — daí que, agora, o apoio tenha de ser maior. “A Oficina deixa de ter atividades culturais e não terá os mesmos problemas financeiros. Não depende tanto de receita própria”, disse. A Câmara propõe aos trabalhadores das cooperativas o voluntariado social, de forma a colmatar o rendimento cortado.  

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