Iniciativa Liberal: “Está na hora de exigirmos aquilo que nos foi prometido com o 25 de abril”
"A democracia é muito difícil de conquistar mas muito fácil de perder."

Iniciativa-Liberal
Coube a Pedro Teixeira Santos, deputado municipal da Iniciativa Liberal, discursar na Sessão Solene da Assembleia Municipal, comemorativa do 25 de abril, que decorreu esta manhã no Teatro Jordão.

Aos presentes, Pedro Teixeira Santos disse querer, mais do que criticar, falar de presente e de futuro. Um futuro em que, para a conquista de uma sociedade próspera, “a liberdade individual é pilar fundamental”.
Vivemos tempos difíceis, disse o deputado, que “fragilizam os valores de abril, que nos são tão caros, e que poem em causa qualquer regime democrático”.
E elencou alguns problemas que o país atravessa, os “mais de 20 mil alunos que terminaram o segundo período sem professores nas diversas disciplinas, os mais de 1,6 milhões de portugueses sem médico de família (o número mais elevado dos últimos oito anos), do Serviço de Hemodinâmica do Hospital de Guimarães, concluído em 2018 e que foi inaugurado nem há um mês, estando ali um investimento de cerca de dois milhões de euros, estagnado ao longo de quase cinco anos. Ou podemos falar de todos os jovens, os que ainda cá estão, a trabalhar entre os 20 e os 30 anos e em que 61% auferem um salário inferior a mil euros por mês”, referiu.
E continuou, referindo-se também a “todos aqueles que, cada vez mais, têm dificuldade em ter uma habitação digna, dos professores revistados, como se marginais se tratassem a caminho de um greve em que só pretendiam lutar pelos seus direitos”.
“Abril não é de esquerda, nem de direita, é de todos nós. Que nunca tomemos por garantida a separação de poderes e a garantia das liberdades individuais”
Pedro Teixeira Santos
É urgente que o país reflita e que o país questione.
Para Pedro Teixeira Santos, “É justo, legítimo, e necessário que o país reflita se foi a inflação ou a guerra que desinvestiu na ferrovia, que condicionaram o SNS, que tornaram a justiça inoperacional, que deterioraram o ensino público, que estagnaram a economia e nos trouxeram a maior carga fiscal de sempre. Ou de como se criou uma sociedade com 4.4 milhões de portugueses a viver abaixo do limiar da pobreza”.
Num discurso muito virado para os jovens, o deputado falou também de cansaço, de uma perceção que fica, “de que nós portugueses estamos calados, emigrados, resignados e submissos como outrora já fomos”, que “aceitamos a nossa triste sina de viver num país pobre, estagnado e sem esperança”.
Mas, em pleno 2023, acrescentou, “cabe-nos lutar por uma cidade e por um país onde tenhamos a possibilidade de nos sentirmos realizados, onde possamos ser quem queremos ser, onde queremos ser, e com quem queremos ser”.
“A democracia é muito difícil de conquistar mas muito fácil de perder.“
Pedro Teixeira Santos
No final do seu discurso, o deputado liberal apelou aos presentes para que “não se deixem enganar por aqueles que afirmam que já se cumpriu abril e que vivemos em liberdade”, porque “tal como antes da revolução, vivemos em parte submissos a um Estado omnipresente que exige deveres mas não garante certos direitos”. Uma submissão que é justificada pelo “medo de perder o pouco que temos”.
Está na hora de exigirmos aquilo que nos foi prometido com o 25 de abril, referiu ainda Pedro Teixeira Santos, reforçando que “Abril é de todos nós e é necessário lutarmos por ele”.





