Iuri Leitão na Gala de Encerramento de Época da Associação de Ciclismo do Minho
A Associação de Ciclismo do Minho (ACM) fechou com “chave de ouro” a época desportiva, numa cerimónia que distinguiu os campeões nas mais variadas vertentes e escalões da modalidade.

© ACM
A Gala de Encerramento da Época da ACM, presidida pelo vimaranense Joaquim Mendes, teve lugar no sábado, dia 23 de novembro, e contou com uma presença especial. O campeão olímpico, Iuri Leitão, ele que fez história ao trazer o ouro para Portugal, depois de vencer a prova de Madison, com Rui Oliveira em ciclismo de pista, nos Jogos Olímpicos de Paris, 2024, marcou presença no auditório da Universidade do Minho e foi a atração junto da assistência.
Uma presença importante, disse Joaquim Mendes ao Mais Guimarães, pelo prestígio e por se traduzir numa injeção de motivação para miúdos e graúdos, praticantes da modalidade. “Uma motivação para toda a gente, disse-lhe várias vezes, estando com ele depois do grande feito, que ele nos faz acreditar que estamos no bom caminho. Conheço o Iuri desde os seus dez, 12 anos, até porque ele fez a formação toda connosco, desde iniciado a atleta de alto rendimento”.
O presidente da ACM referiu ainda que o próprio Iuri, que ultimamente anda numa roda viva, “já percebeu que é importante a presença, para chamarmos mais gente e mais jovens para o ciclismo”. “Eles tocam nele e daí o propósito da entrega dos troféus a Escolas, em Estrada. Eles veem que é possível chegar ao topo, com vontade e espírito de sacrifício”.
“Fecha-se uma época longa e cansativa”
Em jeito de balanço à temporada que agora termina, Joaquim Mendes traça um balanço positivo. “Conseguimos dar visibilidade e levar a cabo cinco campeonatos diferentes, desde estrada a BTT, com várias vertentes, ao longo de
uma época extremamente longa e cansativa, por ano fazemos entre 35 a 40 dias de ciclismo”.
No entanto, não há tempo a perder e a seguinte já está em preparação. O desafio é “manter o que fizemos este ano e, se possível, reforçar”. “Vamos trabalhar isso com a parceria que estabelecemos este ano com a Federação Galega, para darmos outra competitividade às nossas provas, uma outra vivência entre clubes e atletas”, adiantou o responsável.
Por diversas vezes na Gala de Encerramento, se falou em apoios. “Vamos tendo, pontualmente, conforme a sensibilidade, mas isso não se verifica só no ciclismo”, afirmou Joaquim Mendes. “A alavanca são as próprias autarquias, as Juntas de Freguesia, para conseguirmos viabilizar as provas”, adiantou.
Uma modalidade, ficou bem patente na cerimónia, que capta muitos jovens. “Porque isto é uma paixão, começando por nós, dirigentes associativos, somos voluntários, é por carolice. Depois tem outra vantagem, falando de estrada, as provas passam à porta das pessoas não se paga bilhete”. O inconveniente, muitas vezes, é o custo associado ao equipamento: “É que uma bola futebol dá para entreter 22, nós temos de ter 22 bicicletas para 22 miúdos. O handicap são mesmo os custos”, rematou Joaquim Mendes.