JOAQUIM CASTRO

Nome completo

Joaquim Ferreira de Castro

Nascimento

22 de Julho de 1957

Sande (São Martinho)

Profissão

Planificador

Joaquim Castro é um homem do nosso tempo. Depois de uma vida inteira dedicada à causa pública, Joaquim Castro partilhou parte de seu contributo à sociedade vimaranense e não só. Foi através d’Os incríveis, associação sem fins lucrativos e que preside, que surgiu a oportunidade de conhecer o homem que figura em várias associações vimaranenses.

Desde muito cedo, Joaquim Castro criou ligações com os demais, e, foi com naturalidade que os escuteiros apareceram. Alemanha foi o próximo passo, por onde andou imigrado desde dos 15 até aos 20 anos, com os pais, e onde trabalhou numa fábrica de cartonagens e outra de plásticos.

Logo por ali se percebeu que futuro se augurava para Joaquim Castro. Envolvido num grupo que se viria a tornar uma associação de emigrantes portugueses na Alemanha, Joaquim Castro começou a desenhar as suas ligações ao associativismo.

Esteve na linha da frente de instituições como Cart, Moto Clube de Guimarães, Os Sandinenses, Artistas de Guimarães, Fraternidade de Nuno Álvares – Núcleo de Sande S. Martinho, ou, mais recentemente, Rancho de Sande S. Martinho. É sem surpresas que, no ano em que ganhou as eleições na Junta de Freguesia de Sande S. Martinho, em conjunto com a vice presidente da Associação, na Mota, aderiu ao projeto escolar da freguesia de apoio às crianças com ensino especial.

Foi o início da Associação “Os incríveis”, que só em Junho de 2015 arrancou oficialmente, mas que vinha a trabalhar até essa data de forma “camuflada”. A partir desse momento, foram apoiadas várias crianças com deficiência, através de jantares solidários, de eventos e de pessoas que solicitam o seu trabalho.

Exemplos de crianças que usufruíram desta associação são vários, mas Joaquim Castro recorda o caso de José Luís, uma criança residente na freguesia, e de Carlota. Uma emoção muito forte aconteceu logo no primeiro ano da associação, quando, no seu aniversário, as crianças ofereceram-lhe um quadro timbrado com as mãos dos mais novos, que hoje ostenta orgulhosamente na decoração da sua casa. “São as pequenas coisas que me dão uma vontade terrível de continuar. Temos pessoas que nos tocar”, relata emocionado.

Joaquim Castro conta o dia em que facultou às crianças com deficiência uma ida à praia, nomeadamente à Apúlia, quando ainda era presidente da Junta, com a colaboração dos Bombeiros Voluntários das Taipas, que rontamente e de forma gratuita ajudaram na “missão”, passando um dia “maravilhoso”.

“É com muito gosto que penso nos outros antes de pensar em mim”

O contributo a Guimarães é imenso. Joaquim Castro revela que são “diversas” as associações que lhe solicitam para fazer parte das direções. “É com muito gosto que penso nos outros antes de pensar em mim”, realça.

Mas a história de Joaquim Castro é mais rica que a parte social. Uma “queda artística” acompanha-o desde “míudo” e foi fomentada pelos programas alemãs e pelo pintor americano, instrutor de arte, “Bob Ross”.

“Eu pensava: ‘o Bob Ross em meia hora pinta um quadro, então eu posso pintar um quadro num dia’. Comecei por aí e aprendi as técnicas”. Uma vertente artística que utiliza para angariar fundos para as suas causas, através das doações de criações que constrói. E o talento de Joaquim Castro chega também às danças latinas, das quais tem aulas há 18 meses, e à “bricolage”. Prova disso é um parque de diversões que montou para a sua neta. “Em minha casa, tudo que sejas obras sou eu que faço”, concluiu.

Por: Diogo Oliveira

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