“Jovens deveriam ter mais preocupação em passar para além dos momentos pedagógicos formais”

A XXIV Edição da Semana de Direito, organizada pela AEDUM – Associação de Estudantes de Direito da Universidade do Minho, realiza-se em formato online até sexta-feira, 26 de fevereiro. “Este é um evento já com 23 anteriores edições, esta é a primeira vez que o tivemos de fazer completamente digital e isso representou vários tipos de desafios diferentes e eliminou uma parte muito importante para nós, que é o estar frente a frente”.

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A pandemia não impediu que a Semana de Direito fosse organizada e, apesar da falta que faz o frente a frente, o online abriu portas a “muitos participantes de sítios diferentes. Temos tipo uma participação bastante alargada, várias sessões, em diferentes alturas do dia”, contou André Teixeira, presidente da AEDUM.

São “várias centenas de pessoas” que têm assistido aos debates, aulas abertas e painéis. Como tudo se passa online, acaba por ficar gravado, o que leva a que ainda mais pessoas assistam às sessões.

“Apesar de isto ser uma Semana de Direito, orientada particularmente para alunos de Direito”, o objetivo é sempre chegar a diferentes públicos, “através de assuntos discutidos na atualidade”, esclarece André. O mote é sempre “a criação de cidadania através do Direito e, portanto, a exploração de alguns temas que sejam interessantes”.

Ao longo desta semana foram e serão abordados temas como a Eutanásia, o Direito Penal, nomeadamente a prisão perpétua, o Parlamentarismo, a Fronteira Digital e até a Liberdade de Expressão. Para quinta e sexta-feria o presidente garante “grandes nomes para discutir algumas questões interessantes”.

Neste ano atípico, aumentaram o número de painéis para um número que nunca existiu e tentaram melhor e personalizar a forma como apresentam os temas. Apesar destas mudanças, o feedback tem sido positivo.

Questionado sobre a importância destes momentos na formação dos estudantes, André acredita haver uma “dualidade”. “Acho que, em Direito, nós estamos efetivamente habituados a procurar mais e a não nos contentarmos apenas com aquilo que são as aulas.” Contudo, o estudante de Direito afirma: “creio que os jovens deveriam ter um bocado mais de preocupação em passar para além daquilo que são os momentos pedagógicos formais.”

Na sua opinião, “há uma falta de intervenção por parte dos estudantes e uma falta de encorajamento por parte da universidade”, afirma, dando importância a estes momentos. “Queremos meter as pessoas a pensar, encorajar a que participem.”

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