JÚLIO MENDES: “NINGUÉM QUER FICAR AGARRADO AO PODER”

A lista “Contigo Vitória” prosseguiu esta sexta-feira, na sede do Grupo Desportivo Oliveira do Castelo, as sessões de esclarecimento aos sócios. Perante meia centena de adeptos, Júlio Mendes abordou os temas que têm “aquecido” a campanha eleitoral e mostrou-se disponível para “qualquer debate”.

O candidato começou por admitir que os resultados desportivos têm “influência no sentido de voto”, porque os vitorianos são “humanos”. “As coisas não correram como nós tínhamos imaginados”.

Quanto às críticas apontadas sobre a continuidade no conselho de administração da SAD após as eleições de 24 de março, Júlio Mendes sublinhou que o Vitória vai “continuar a ser os sócios”. “Não me passa pela cabeça que uma candidatura que não vença um sufrágio, ainda com legitimidade, continue a querer estar no conselho de administração sem a confiança dos sócios. Ninguém quer ficar agarrado ao poder”, frisou.

Na freguesia que o viu crescer, Júlio Mendes referiu que “seria muito injusto” que a equipa que o acompanhou durante seis anos “não tivesse oportunidade de liderar num contexto melhor”. “Seria uma enorme injustiça não poder fazer as coisas com outros recursos financeiros”.

Isidro lobo explica processo da Assembleia Geral

O candidato a presidente da Assembleia Geral, Isidro Lobo, recordou que com a demissão do secretário da Mesa da Assembleia Geral, António Sousa Pinto, juntando ao facto de se querer afastar do ato eleitoral, a Mesa da Assembleia Geral ficou com défice de elementos, passando a ser composta por duas pessoas.

“Não queria ser o responsável pelas eleições fazendo parte de uma lista. Com duas pessoas podia ser difícil resolver um problema, por isso decidimos juntar uma terceira pessoa”. Foi por esta razão que o atual presidente da Assembleia contestou as razões invocadas para a demissão do vice-presidente da Mesa, Daniel Rodrigues, quando afirmou ter sofrido “pressões de fora da Mesa da Assembleia”.

“Eu pedi a opinião de pessoas que têm todo o direito de dar boas indicações para o que tinha de fazer. Tive uma reunião com o presidente Júlio Mendes e com as pessoas do departamento jurídico, o doutor João Martins e doutor Gonçalo Lobo Xavier. Nessa reunião ficou decidido que quem ficaria à frente das eleições seria Daniel Rodrigues e a terceira pessoa seria Carlos Vasconcelos. Daniel Rodrigues entendeu que devia ter ligado com ele antes de convidar Carlos Vasconcelos, e quando lhe disse ele reagiu muito mal. Eu pedi para ele continuar, mas entretanto ele apresentou a demissão. Perante isso escolhi Pedro Xavier, uma pessoa isenta”, explicou.

Após a sua escolha, o Isidro Lobo admitiu que recebeu uma chamada da Lista A, onde foi informado que a lista concorrente gostaria de ter sido notificado antes da escolha de competência para a tomada de decisões relativas ao processo eleitoral. “Não tinha que falar com eles, porque ainda não havia as formalidades das listas. Podia até existir uma terceira lista”, afirmou Isidro Lobo, acrescentando que quando foi deparado com o comunicado da Lista A sobre a demissão do cargo de vice-presidente da Assembleia Geral do Vitória, Daniel Rodrigues, a “outra lista já sabia que se tinha demitido e que Pedro Xavier tinha sido o escolhido”.

Já Júlio Mendes referiu que Isidro Lobo “não tinha de se afastar”. “Pelos estatutos, ele é que preside o ato eleitoral. Ele afastou-se por uma questão de ética. Quando o vice-presidente [Daniel Rodrigues] ia assumir, ele demitiu-se. Fazer um aproveitamento desta situação e querer virar tudo ao contrário, afirmando que existiram pressões externas é distorcer a verdade”.

Eduardo Leite “desmitifica” passivo consolidado

O presidente do Conselho Fiscal do Vitória e candidato ao cargo pela Lista B, Eduardo Leite, afirmou que “o passivo não é uma falácia nem um mito”. “Não se pode passar uma imagem que nada foi feito, porque há uma coisa chamada ‘ativo’ que entra nestas contas”.

Eduardo Leite recordou que “há seis anos encontraram o Vitória sem dinheiro” e aproveitou a oportunidade para lançar críticas à lista concorrente. “A capacidade do Vitória de suprir hoje o passivo não tem nada a ver com aquilo que encontramos. Vir com isto à baila é de quem não quer aprender. A mensagem de que o passivo passou do Vitória para a SAD é errada. Não há migração. A SAD tem zero em termos de passivo bancário. Provavelmente, a única SAD do país que não deve um tostão à banca”, explicou.

O presidente do Conselho Fiscal expôs que o passivo do clube passou dos 24 milhões de euros para cerca de nove e explicou o passivo da SAD. “O passivo tem várias formas. O passivo quando entramos era ordenados de jogadores ou de funcionários. Hoje não devemos nada e esse passivo não passou para a SAD. O passivo da SAD está em 12.9 milhões de euros. No entanto, há 2,8 milhões de euros de suprimentos, de jogadores que migraram para a SAD, um valor estipulado. Pelo menos, a lista A teve a ombreada de tirar os suprimentos nas contas que apresentou”.

Eduardo Leite esclareceu ainda que o adiantamento de três milhões da MEO foi um sinal do contrato. “Isto é uma mensagem para denegrir o que melhor foi feito por esta direção. Por razões contabilísticas, enquanto não entrar em vigor, o Vitória não pode emitir uma fatura. O Vitória não tem de pagar estes três milhões. Já vamos em sete milhões… E há outro passivo interessante e que mais gosto. O passivo de venda de ativos. São de negócios que ainda não recebemos e como tal não podemos pagar. São cerca de três milhões de euros. Quem não vê isto ou tem má-fé ou não tem capacidade de ser presidente do Vitória. Ele esteve presente na reunião da SAD. Isto é atirar areia para os olhos dos vitorianos. Destes 12,9 milhões de euros de passivo, estão aqui nove explicados”, concluiu.

Ainda sobre o assunto do passivo, Júlio Mendes recordou que no dia 30 de setembro de 2017, quando foram discutidas as contas e o relatório das contas em assembleia geral da SAD, um acionista que representa a associação do futebol de Braga propôs um voto de louvor com o consentimento de representantes da lista concorrente. “A lista está assinada por elementos da outra lista. Só uma pessoa se absteve. Apresentamos os passes, vendas e compras de jogadores. Uma pessoa que assina o voto de louvor e ouve isto tudo, não merece encabeçar a lista candidato ao Vitória”.

Antes de terminar a sua intervenção, o candidato da Lista B lembrou que há quatro anos foi convidado pelo G18 para assumir a presidência da Liga, um cargo que recusou. “Os clubes mais importantes acharam que eu era o homem certo. Comuniquei a minha decisão em Assembleia Geral da SAD que não queria ser presidente da Liga e apoiei o Fernando Seara”.

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