Laboratório da Paisagem promove criação de miniflorestas nas escolas do concelho

O projeto “Miniflorestas, Grandes Impactos” resulta na criação de miniflorestas autóctones em três estabelecimentos de ensino do concelho de Guimarães: EB1 Deserto (Prazins Santo Tirso), EB1 Santa Luzia e Centro Escolar de Ronfe. A iniciativa envolveu 629 participantes da comunidade escolar, incluindo alunos, docentes, assistentes operacionais, famílias e representantes das juntas de freguesia.

© laboratório da Paisagem

Promovido pelo Laboratório da Paisagem, no âmbito do programa municipal de educação ambiental PEGADAS, e financiado pelo programa NOPLANETB, da AMI – Assistência Médica Internacional, com apoio da União Europeia, o projeto aplicou o método Miyawaki. Esta técnica promove a plantação densa de espécies nativas em pequenas áreas subaproveitadas, convertendo-as em espaços de uso pedagógico e de regeneração ecológica.

Cada uma das escolas desenvolveu três sessões educativas dirigidas a 62 alunos do 1.º ciclo, que participaram em todas as fases, desde a aprendizagem teórica sobre floresta autóctone até à conceção e plantação das miniflorestas. O projeto incluiu também a instalação de caixas-ninho, abrigos para morcegos, hotéis de insetos e bebedouros para aves, produzidos em workshops comunitários no âmbito da “Festa da Primavera”.

A monitorização dos resultados foi feita através de inquéritos antes e depois das atividades. Nos alunos, a capacidade média para identificar espécies autóctones de árvores aumentou de 1,1 para 3,9. A compreensão do papel das florestas foi alargada, passando a incluir aspetos como a regulação climática, o suporte à fauna e a promoção do bem-estar humano. A percentagem de alunos que consideravam “muito importante” a presença de uma floresta no contexto escolar passou de 54% para 90%.

Do lado das famílias, 96,3% dos encarregados de educação tomaram conhecimento da iniciativa através dos filhos e 96,2% referiram ter aumentado a sua sensibilidade relativamente à proteção das florestas. Entre os docentes, foi registada perceção de mudanças comportamentais, incluindo maior interesse dos alunos por ações de reflorestação e pela monitorização da biodiversidade.

As miniflorestas criadas passam agora a integrar o quotidiano escolar como infraestruturas verdes que permitem atividades de aprendizagem ao ar livre e observação ecológica. O modelo, segundo a organização, poderá ser replicado noutros territórios como instrumento de regeneração ecológica em meio urbano e de educação para a sustentabilidade.

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