Luís Pinto: “Chegar à vantagem foi natural, mas o cansaço sentiu-se no final”
O técnico Luís Pinto considerou que a vitória do Vitória por 0-1 em Vila do Conde foi ajustada ao desempenho da sua equipa, embora tenha reconhecido as dificuldades sentidas na segunda parte, sobretudo ao nível físico, frente a um Rio Ave que atuou em inferioridade numérica.

© VSC
Na análise ao encontro, o treinador explicou que a chegada à vantagem foi natural, já que o Vitória estava por cima no jogo e a conseguir ferir o adversário nos momentos certos, sublinhando, no entanto, que a gestão do resultado trouxe desafios acrescidos.
Segundo Luís Pinto, apesar de a equipa nunca se ter colocado verdadeiramente em risco de sofrer o empate, o período final foi exigente, não só pela falta de discernimento nos momentos com bola, que impediu a criação de perigo, mas também pelo desgaste acumulado e pelo respeito pela qualidade do adversário. O treinador salientou que o cansaço resultou do elevado número de jogos disputados num curto espaço de tempo, um “preço” que o clube aceita pagar por estar presente em várias competições. Nesse aspeto, destacou a diferença entre as duas equipas, lembrando que o Vitória realizou três jogos em pouco tempo, ao contrário do Rio Ave.
Na conferência de imprensa, Luís Pinto reforçou que a segunda parte foi complicada, mas frisou que a equipa soube jogar de acordo com o que o encontro pedia e foi competente na abordagem. Referiu ainda que, mesmo com menos um jogador, o Rio Ave manteve os seus elementos mais perigosos adiantados no terreno, explorando o desgaste físico do Vitória nos minutos finais. Ainda assim, considerou que a sua equipa nunca perdeu o controlo da situação.
O treinador abordou também questões individuais, explicando que Gonçalo Nogueira, em regresso de lesão, acusou cansaço, mas teve de permanecer em campo até ao final. Sobre Noah Saviolo, destacou as qualidades do jovem jogador, sublinhando a sua rapidez e força no um para um, características cada vez mais valorizadas no futebol moderno. Luís Pinto defendeu que a evolução passa pela confiança, apoio e trabalho conjunto entre jogador, equipa técnica e estrutura do clube, acrescentando que a aposta nos jovens deve ser feita por convicção e não por necessidade.
Por fim, o técnico manifestou o desejo de manter a consistência defensiva demonstrada, lembrando que a equipa soma apenas um golo sofrido em seis jogos oficiais, e apontou a melhoria de comportamentos no próximo encontro como objetivo para continuar a não sofrer golos.
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