Luís Pinto: “O favoritismo é 50 por cento para cada lado”

O treinador do Vitória de Guimarães, Luís Pinto, marcou presença esta sexta-feira na sala de imprensa do Estádio D. Afonso Henriques para fazer a antevisão da final da Taça da Liga, frente ao Sp. Braga, marcada para sábado, às 20h00, em Leiria. 

© VSC

“A preparação passou muito pela preocupação de recuperar do ponto de vista físico e mental, devido à exigência da meia-final”, explicou Luís Pinto, destacando ainda o trabalho da equipa de análise. “Foi preciso fazer um trabalho rápido, resumir o que queríamos passar aos jogadores e conseguimos transmitir algumas coisas importantes para o jogo. Acima de tudo, estamos muito focados no que queremos fazer”.

Questionado sobre se a passagem à final reforçou a crença do plantel, o treinador reconheceu o impacto dos resultados na confiança, mas deixou um aviso. “Ganhar dá mais confiança, claro, mas temos de perceber que apenas ganhámos o direito de disputar a final. Não temos nada ganho. Vai ser um jogo diferente e queremos jogar de acordo com o que o jogo pedir, dentro dos seus vários momentos”.

Sobre a gestão do plantel, Luís Pinto não confirmou a titularidade de Ndoye, admitindo que o avançado pode voltar a ser decisivo a partir do banco. “Temos de perceber quem está no banco e quem pode acrescentar em determinados momentos. O Ndoye fez isso muito bem. Se fizer sentido ser titular, será; se fizer sentido ser uma arma a partir do banco, continuará a sê-lo”.

Relativamente às possíveis ilações do último dérbi para a Liga, o técnico considerou que os contextos eram distintos. “Eram um Sp. Braga e um Vitória em momentos diferentes. Pode haver uma ou outra coisa comum, mas são realidades diferentes. Olhamos mais para o passado recente do que para um jogo distante.”

No boletim clínico, Luís Pinto deixou boas indicações sobre Diogo Sousa e alguma expectativa em relação a Gustavo Silva. “O Diogo está bem, não tem qualquer impedimento. O Gustavo está na fase final de recuperação e todas as horas contam. Estamos a aguardar para perceber se o podemos ter connosco”.

Para além da crença, o treinador explicou aquilo que espera ver da equipa em campo. “Queremos ter a capacidade de reagir a momentos negativos e manter-nos ligados ao jogo, como fizemos nos quartos-de-final e nas meias-finais. Mas não foi só a crença que nos trouxe até aqui. Foi a qualidade ofensiva e defensiva, as relações entre os jogadores, a forma como colocámos os adversários em desconforto, o espírito de sacrifício, a intensidade e a intencionalidade”.

Sobre o eventual favoritismo do Sp. Braga, devido à maior experiência, Luís Pinto foi direto: “É um jogo e o favoritismo é de 50 por cento para cada lado”. O treinador destacou ainda a importância do ambiente criado pelos adeptos. “Sabemos que é um jogo especial e não queremos retirar essa emoção. Vamos disputar o dérbi mais histórico entre estas duas equipas, porque decide um título. Queremos usar a emoção, mas também a razão. Os nossos adeptos foram fantásticos contra o Sporting, ouvi-os sempre a apoiar. Podem ajudar-nos a conseguir o que pretendemos. Já deixámos um pouco de história escrita, mas a história que queremos escrever tem de ser consagrada amanhã.”

Luís Pinto admitiu esperar uma forte vitória também nas bancadas. “A minha preferência era que o Vitória estivesse na final, independentemente do adversário, mas sabemos que um dérbi tem um significado diferente. Pode ser um dia inesquecível para Guimarães. Ganhar uma competição num dérbi será inesquecível. Estou à espera de começar a ganhar nas bancadas.”

Por fim, confrontado com a possibilidade de conquistar dois troféus em menos de um ano em Leiria, o treinador foi pragmático. “Se é poético ou não, não sei. O que eu quero é que o Vitória conquiste o terceiro título da sua história. O resto é acessório”.

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