MAGUEIJA – PARAÍSO ONDE O SOL BRILHA PARA TODOS

por Mário Moreira

Arroz de mokanka no 7º irmão em Tarouca

Visitar Lamego, cidade medieval, é fruir um património de  invulgar beleza, acolher imagens luxuriantes e arrebatadoras, uma região com o maior índice de património da Unesco, em Portugal.

Uma das suas preciosidades é a gastronomia. Descobrir o restaurante 7º irmão em Tarouca é fazer uma viagem no tempo. O “Arroz Mokanka”, confecionada pela mão de mestra Sabina, cozinheira há mais de 50 anos, é um regalo aos olhos à conquista do estômago. Entre outras iguarias, este prato secular, descrito e contado, com  circunstância, deliciosamente, pela anfitriã, Rute, teve origem no Mosteiro de S. João de Tarouca, fundado no século XII, à “Ordem de Cister”.

Junto às estrelas,  fica Magueija, que com elas coabita em confidências que as nuvens protegem, pérola na natureza, sinónimo de purificação do espírirto, onde se respira paz e tranquilidade, num arrebatador encontro com a vida.

O convite do meu camarada, Clemente Alves, para a confeção de um almoço, em sua casa, na Magueija, enquadrado na campanha de Miguel Tiago, cabeça de lista da CDU por Viseu, foi uma enorme honra, o meu singelo contributo, à boleia do “bicho-carpinteiro” –  Francisco Figueiredo.

A natureza de Magueija é sentida desde o nascer até ao pôr do sol, no enlace de um verde estonteante que só a esperança é capaz de rasgar horizontes de olhos postos no futuro, na luta pela paz, saúde, habitação, igualdade, justiça, liberdade…

Basta ficar tranquilamente a descansar, na espreguiçadeira, de olhos postos na ondulação do vento, no voo das aves, nos sons da água do rio balsemão e sentir a brisa que toca as àrvores em fim de tarde.

Clemente Alves, anfitrião e mentor, abriu as portas que Abril lhe deu. A campanha séria,  inspirada no conhecimento da realidade com propostas honestas, foram o mote de uma tertúlia invulgar, inusitada, inesquecível, em ambiente inquieto, descontraído, calorosamente, fraternal, com a incontornável presença de Miguel Tiago e Alexandre Hoffmann.

A exposição de habilidades  gastronómicas, com destaque para o arroz de polvo malandrinho, fez as delícias de todos, numa mesa farta com petiscos variados. As canções do Zeca, tocadas pelo Gervásio Pina. As palavras ditas do “Colostro das Vitórias” pela poetisa Fátima Vale. A participação de artistas e intelectuais das artes numa poderosa afirmação do projeto da cultura, “Soluções para um Portugal com futuro”. A intervenção do Presidente da Junta de Magueija, Sr. Gilberto, membro do Partido Socialista, salvadas as diferenças, teceu criticas do isolamento, rasgou elogios ao evento, atitude louvável, num belo recorte de cultura democrática.

O resgate de memórias, a partilha de tantas lutas e emoções, onde não faltaram lágrimas.

Este património humano de valor inestimável, enriquecido em constante catadupa de peripécias inapagáveis, produziu um fabuloso cenário de incomensurável beleza estética.

Foi um verdadeiro hino à vida. O futuro é hoje, lutemos por ele.

“Arroz de Mokanka”

“Arroz malandrinho de feijão vermelho, couves e ossinhos de suã”

Bom apetite.

Um abraço gastronómico.

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