MALABARISMOS E ACROBACIAS CRUZAM-SE NO CCVF

© Susana Chico

Dois criadores, duas gerações, com moradas e experiências distintas. Assim se apresenta o espetáculo de circo contemporâneo “Vão”, que sobe ao palco do Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor (CCVF) este sábado, pelas 21h30.

A peça, que foi estreada a 28 de setembro no Teatro Viriato, cruza as visões de Vasco Gomes (malabarista e diretor artístico da companhia Erva Daninha) e Leonardo Ferreira (acrobata recém-formado pelo Centre Nacional des Arts du Cirque em França, que já passou pelo CCVF em março, com a peça Três, apresentada no Circus Arts). “Há aqui uma feliz coincidência de serem artistas com quem temos vindo a trabalhar e a produzir”, conta Rui Torrinha, diretor artístico do CCVF. A peça cruza o trabalho de dois criadores portugueses – um a viver em Portugal e outro em França. “É uma viagem entre estas duas realidades de criadores, que vivem em contextos diferentes”, acrescenta Rui Torrinha. Neste espetáculo de circo contemporâneo, o risco e a ilusão são desafiados através da acrobacia e manipulação de objetos. “Este nosso “Vão” é o culminar de uma longa caminhada onde, embora tendo fé no livre arbítrio, somos engolidos pelas circunstâncias das nossas vidas e dos outros. Um percurso, um ciclo sem fim, sem início. Como vencer o Vão? Esta distância entre nós, entre mim e eu próprio”, escreve a Erva Daninha.

O “Vão” chega ao CCVF como resultado “de um longo processo de prospeção de artistas”, segundo Rui Torrinha, ou seja, no âmbito do programa de Convite à Criação Artística Nacional promovido pela 5 Sentidos, uma rede criada em 2009, com o intuito de promover a programação cultural e a produção artística em rede. Em 2018/2019, o programa de Convite foi dirigido às áreas artísticas da dança e do novo circo, tendo sido convidados os artistas Jonas Lopes & Lander Patrick e a companhia Erva Daninha. “São duas bolsas de criação que preveem um plano de apoio completo, desde várias residências a um orçamento e todo um conjunto de apresentações nos respetivos teatros da rede”, explica o diretor artístico, que acrescenta que o espaço irá continuar a apostar no novo circo. “Enquanto teatro queremos continuar a companhia estas linguagens”, assegura.

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