MANUELA TEIXEIRA

Nome completo

Maria Manuela da Costa Teixeira

Nascimento

07 de fevereiro de 1972

Guimarães

Profissão

Empresária

No âmbito das comemorações dos 150 anos do nascimento de Raul Brandão, Mário Cláudio esteve à conversa com Sérgio Almeida, na Biblioteca Municipal Raul Brandão, no dia 19, e o Mais Guimarães acompanhou mais uma edição Húmus – Festival Literário de Guimarães.

Manuela Teixeira lançou o livro “Olhares que falam” na Biblioteca Raul Brandão, no dia 17 de fevereiro, com uma sala cheia de leitores, familiares e amigos. A obra pensada aproximadamente há dois anos ganhou corpo e estrutura no dia 07 de fevereiro colidindo com uma data especial: o seu dia de aniversário. O seu livro aborda a temática do envelhecimento, especificamente tendo escrito sobre o tema da morte, que a autora considera natural, pois é “um processo igualmente natural do envelhecimento”. Quando questionada sobre o receio de envelhecer, Manuela Teixeira é perentória: “Não, não tenho receio de envelhecer”. A questão pela qual trabalha diariamente de forma a contrariar este processo, “não está associado ao medo de envelhecer, mas antes à vontade de encontrar equipas e estruturas de prestação de cuidados onde a humanização e cuidados individualizados sejam o ponto de partida. Portanto, o meu grande desafio e de todos aqueles que se dedicam à temática do envelhecimento, é que compreendam e pensem o envelhecimento para o cuidar”.

Mãe de dois filhos, empresária, diretora técnica e assistente social num projeto ainda em construção, na área social, mais especificamente no envelhecimento. Manuela Teixeira é naturalmente uma pessoa com o tempo diário bem preenchido, entre os vários papéis que desempenha, na esfera social, familiar e de lazer, a questão do envelhecimento e análise “acontece diariamente em vários momentos do dia, por vezes até no trânsito enquanto conduzo e quando verifico episódios perante idosos que me levam à reflexão”.

Sempre em mente as questões da cidadania, políticas sociais e envelhecimento, a escritora acredita que “todas elas interligadas dadas a necessidade de um novo paradigma na esfera social onde o foco interventivo é o cuidar”, e por isso escreve para académicos, investigadores e estudantes, bem como nos técnicos intervenientes no quotidiano com a questão do processo do envelhecimento.

Afinal o assistente social é um agente de mudança, assim sendo e após compreender uma imensa necessidade no campo do envelhecimento, decidi cooperar através desta minha experiencia e saber académico com a partilha e publicação deste livro

A vontade de ser escritora surge pela experiência e necessidades que encontra no terreno, nomeadamente na sua área de intervenção que é o serviço social. “Afinal, o assistente social é um agente de mudança e assim sendo, após compreender uma imensa necessidade no campo do envelhecimento, decidi cooperar através desta minha experiência e saber académico com a partilha e publicação deste livro, que certamente pode em algum momento beneficiar os colegas na intervenção, minimizando os desafios que cada um de nós se depara na intervenção das boas práticas gerontológicas”, disse.

Inspirada por escritores como Marielle Gros, Paula Pimentel ou Cláudia Moura, Manuela Teixeira revela que a sua inspiração “é absorvida ao longo do dia e exportada para o papel durante a noite” e lembrou ainda a dificuldade de escrever uma obra, porque associada à mesma está o seu “grau de exigência”.

Para além disso, Manuela Teixeira afirma que “a opinião de cada um dos leitores é importante na minha escrita sendo que, o que escrevo tem como missão colmatar ou diminuir as necessidades de cada técnico, neste caso específico, o leitor”.

Por: Diogo Oliveira

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