PEV: MARIANA SILVA QUESTIONA GOVERNO ACERCA DO CONFLITO LABORAL NA KYAIA

Na ótica do PEV, os trabalhadores procuraram a via do diálogo através do seu sindicato, o Sindicato do Calçado do Minho, e da FESETE antes de saírem à rua.

Trabalhadores manifestaram-se em Guimarães © Pedro Castro Esteves/ Mais Guimarães

O PEV quer inteirar-se do acompanhamento feito pelo Governo acerca daquilo que apelida ser “um atropelo aos direitos dos trabalhadores” por parte do grupo Kyaia. Num documento entregue na Assembleia da República (AR), assinado pela deputada vimaranense Mariana Silva, o partido questiona se o Governo tem conhecimento dos “relatórios de intervenção das delegações da ACT de Guimarães e Viana do Castelo sobre as possíveis inconformidades”.

Em causa está a alegada adição de 20 minutos diários ao horário laboral — devido à imposição de dois intervalos diários de 10 minutos —, o que perfaz um total de 1 hora e 40 minutos por semana, que se somam às 40 horas semanais.

No documento que deu entrada na AR, a deputada vimaranense eleita pela CDU no círculo eleitoral de Lisboa, considera que “em finais de setembro a empresa decidiu aplicar unilateralmente um novo horário procurando roubar, com esta decisão, 20 minutos à vida dos trabalhadores”. No mesmo texto é lembrado que na última Assembleia Municipal de Guimarães foi aprovada por unanimidade uma moção onde se demonstrava a solidariedade com a luta dos trabalhadores do grupo do Grupo Fortunato O. Frederico & Cª e se apelava à retoma “da via do diálogo”. No entender do partido tal não aconteceu.

A única reação por parte da chefia do Grupo surgiu pela voz de Fortunato Frederico que, em declarações ao Jornal de Negócios, no início do mês de dezembro, disse estar de “consciência tranquila”. “Estamos a cumprir a lei”, afirmou. “O importante é a gente manter a empresa a trabalhar e a pagar direitinho, como sempre fez, e a compensar os trabalhadores quando a empresa tem lucros”, assinalou ao mesmo jornal.

Na ótica do PEV, os trabalhadores procuraram a via do diálogo através do seu sindicato, o Sindicato do Calçado do Minho, e da FESETE antes de saírem à rua, . Não tendo conseguido, manifestaram-se em Guimarães no dia 14 de novembro e em Paredes de Coura, no dia 7 de dezembro. O documento, assinado por Mariana Silva e José Luís Ferreira, faz menção à “coragem” dos trabalhadores: “Apesar das pressões a que os trabalhadores foram sujeitos, a sua unidade, organização, determinação e coragem garantiram que até ao dia de hoje, os trabalhadores continuem a cumprir 40 horas semanais.

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