MÁRIO ELVIS

Nome completo

Mário Teixeira de Sousa

Nascimento

115 de abril de 1965

Oliveira do Castelo, Guimarães

Profissão

Empresário

“Elvis, the Pelvis”, “The King” ou simplesmente Elvis Presley. São muitos os nomes e alcunhas associados ao homem de “Jailhouse Rock”. Certo é que 40 anos após a morte (no dia 16) do “Rei”, são muitos os fãs que não esquecem o cantor. Por esta razão fomos à procura ao local de uma ligação ao cantor norte-americano e facilmente deparamos com o “Elvis Bar”, no centro histórico, e Mário Sousa ou Mário Elvis.

O nome do estabelecimento surgiu de uma “brincadeira”, onde o gosto de Mário pela música, numa altura em que o “rock and rool” estava no auge, e o Elvis se encontraram. Mário, com ajuda do seu amigo, Rui Porfírio, optou por Elvis Bar, faz 20 anos no dia 01 de outubro.

O trabalho na restauração herdou do pai, que era cozinheiro, e que o “obrigou” a trabalhar durante três anos, “não por gosto, mas por castigo”. No entanto, sempre teve o desejo de possuir um café, pois era o seu “part-time”.

Antes de se lançar nesta “aventura”, Mário laborou 18 anos numa fábrica. Mas a sua vida, acabou por “dar uma volta” a partir do momento que abriu o Elvis Bar. “Criei muitas amizades e aprendi muito com as pessoas. Este é um café familiar. À noite é mais jovem, mas também já se vê gente da minha geração. Posso dizer que é um bar de culto, uma referência. Uma zona conhecida por o Elvis. Onde estás? No Elvis”, explica o empresário.

Hoje, mantém “grandes amigos” que o visitam e os clientes habituais de uma casa que “não dá para fechar”. “Estava a pensar um dia ter folga. Os clientes também têm de começar a ter pena de nós. São 20 anos…. Nos primeiros anos folgava na última quinzena, que foi diminuindo de dias até que ficou difícil encerrar. Vou tentar fechar em outubro ou inverno, em períodos de menor afluência”, conta.

Mário recorda as “noites ninjas” passadas com um grupo de amigos, dois dos quais “já partiram”, mas que mantem no coração, que “sem dar por ela”, alongavam-se até às cinco ou seis badaladas.

“Fui obrigado, por uma luz divina, a fazer uma recuperação”

Uma história de vida em muitos pontos semelhantes ao do “Rei” do rock, que vai muito além do nome. Para quem questiona o ambiente de sexo, drogas e rock, Mário pode ter a resposta. Abriu o bar sóbrio, mas durante 13 anos foi alcoólico, até que aos 45 estava “mais para lá do que para cá”.

“Fui obrigado, por uma luz divina,  a fazer uma recuperação. E hoje, no dia da entrevista [dia 18], faz sete anos, oito meses e 18 dias de abstinência alcoólica. É uma luta constante. Daí para cá mudou muita coisa na minha maneira de ser. Gostaria de beber um copo de vez em quando, mas como já bebi tudo de uma vez, tenho medo”, conta o dono do Elvis Bar.

Família e amigos tiveram um papel “muito importante” na sua recuperação, com estes últimos a “dar muito na cabeça” e “força”. “Agradeço muito a eles. Recordo-me de um amigo, o Paulino, quando vinha aqui e me dava força. Assim, o Elvis está mais airoso”, frisa, recordando que “não contava ficar tantos anos no café”, pois considera “uma gaiola de porta aberta”. “Podemos respirar, mas a nossa posição é ficar sempre dentro. Há muita coisa para fazer. Tenho pessoas que colaboram comigo, mas por de trás há muito trabalho”, explica.

Quem entra no Elvis Bar sente logo um ambiente misto de música, com retratos e recordações de Elvis Presley, e do clube da cidade, com material alusivo ao Vitória. As duas paixões de Mário, que recorda as deslocações “agradáveis”, em quatro ou cinco viaturas, para apoiar o clube, com o exemplo de Polónia, onde os “Amigos do Elvis” levaram uma faixa com o mesmo desígnio ou a delegação do Portsmouth que passou pelo bar.

Por: Diogo Oliveira

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