MARTA PINTO

Nome completo

Marta Sofia Gomes Fernandes Pinto

Nascimento

08 de maio de 1978

Braga

Profissão

Técnica Superior Ciências Sociais

Chegou à presidência da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Guimarães (CPCJ) em maio, mas a “exigência e a responsabilidade” ainda agora está a começar. Do que Marta Pinto mais gostava era que não fosse ali precisa, para isso trabalha afincadamente todos os dias.

Com um ar de quem carrega muitas almas nos ombros, Marta Pinto fala apaixonadamente daqueles que defende. “Eu estou aqui porque não consigo ficar impávida a uma situação de risco de uma criança ou de um jovem. Tenho de fazer alguma coisa”, sublinha.

Marta Pinto é licenciada em Antropologia pela Universidade de Coimbra, tendo uma pós-raduação em Estudos da Criança com especialização em intervenção psicossocial com crianças, jovens e famílias. Uma escolha que começou por “alguma imaturidade” e “falta de orientação vocacional”, mas que a conduziu para a cidade que tinha “muita vontade de ir”.

Dessa forma descobriu a sua vocação. No âmbito da sua licenciatura presenciou um seminário de alguns recém-licenciados inseridos no mercado de trabalho em projetos de intervenção social. “Era mesmo isto que queria fazer”, vinca. A oportunidade para trabalhar na área social e as relações humanas surgiu mais tarde, com a saída de uma coordenadora de um projeto de intervenção, em Guimarães, no âmbito do Programa Escolhas. Pelo meio fez ainda um voluntariado durante dois anos no IPO do Porto.

“O contacto com o outro e trabalhar com pessoas sempre foi uma prioridade”

Estava descoberta a sua vocação. “O contacto com o outro e trabalhar com pessoas sempre foi uma prioridade”, afirma a técnica social. A Fraterna foi o destino, no qual permanece há 12 anos, onde coordenou projetos de intervenção social dirigidos a crianças e jovens em situação de exclusão social, nos bairros sociais da Atouguia e Gondar.” A principal missão é a inclusão social de crianças e jovens de contexto socioeconómico desfavorecidos. “Temos instalações nos bairros e fazemos todo o acompanhamento nas escolas ou a mediação com as famílias. Como os miúdos diziam: “era a segunda casa”, explica.

Foi também por essa altura que fez uma missão nos bairros de lata no Quénia, durante um mês, através de uma missão ADU. Um país que vive numa fragilidade económica, mas onde se sentiu “muito bem”, pois “não havia tanta violência como há agora”. No centro de acolhimento português fazia os trabalhos de casa com os mais novos, dava-lhes banho, contava-lhes histórias e cantava com eles. “Quem gosta de trabalhar com pessoas sente de imediato a gratidão”, conta Marta Pinto, acrescentando que foi um “crescimento pessoal”. “Fazemos isto por altruísmo, mas, em última análise, é também por algum egocentrismo, porque pensámos em nós”, frisa.

A presidência da CPCJ tem sido um trabalho a full-time, que leva esta mãe de uma criança com três anos a fazer uma análise das situações um “pouco diferente”, porque vê a família e os pais com “mais peso nas decisões” que se tomam. A CPCJ é um “investimento pessoal” de Marta Pinto que “negligência um bocadinho a família”, mas que espera recolher os frutos no futuro. “Estou tão imbuída neste projeto, que acarreta novas exigências e uma responsabilidade tão grande, que junto desta equipa que me acompanha, espero sentir esse retorno de ajudar resolver problemas e a defender direitos das crianças”, afirma.

O caminho de Marta Pinto passa por “diminuir os níveis de ansiedade” com o trabalho e “continuar a ter dúvidas”, tomando decisões “conjuntas” com a sua equipa. “Fico contente por não ter certezas. Somos todos diferentes, por isso é obrigatório ouvir toda a gente”. No futuro, Marta Pinto, espera terminar com as sinalizações “assustadoras”, seja por violências doméstica, por separações conflituosas ou outras.

Por: Diogo Oliveira

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