Mil assinaturas exigem melhores condições nos polos da Universidade do Minho
O Movimento Dignidade Académica lançou um manifesto público a denunciar o que considera serem “condições estruturais precárias” nos vários campi da Universidade do Minho, exigindo melhorias urgentes nas infraestruturas e serviços disponibilizados à comunidade académica.

© UMinho
A iniciativa inclui uma campanha de recolha de assinaturas que já reuniu quase mil subscritores entre estudantes de diferentes campi e residências universitárias. Segundo o movimento, o objetivo é pressionar a Reitoria a assumir compromissos concretos para garantir condições dignas de estudo, trabalho e permanência na universidade.
No manifesto, os estudantes apontam vários problemas que dizem afetar o quotidiano académico, como infiltrações recorrentes em salas, corredores e espaços de alimentação, casas de banho frequentemente inoperacionais e com falta de materiais de higiene, escassez de equipamentos básicos de apoio ao estudante e tetos degradados.
Entre as situações denunciadas estão também a humidade persistente em espaços letivos, falta de isolamento térmico e acústico, especialmente no polo dos Congregados, diferenças significativas de temperatura entre salas, parques de estacionamento considerados insuficientes e desorganizados, bem como problemas de acessibilidade física e sensorial em vários edifícios.
O movimento critica ainda o estado do mobiliário em algumas salas de aula, que considera pouco funcional e com fraca qualidade ergonómica, e a falta de espaços verdes equipados com mobiliário para usufruto da comunidade académica.
Para o Movimento Dignidade Académica, frequentar o ensino superior já implica exigências académicas, emocionais e financeiras consideráveis, pelo que a ausência de condições estruturais adequadas representa “uma falha que ultrapassa o simples problema de manutenção”, tratando-se, defendem, de uma questão de respeito pela comunidade académica e pelo ensino público.
No documento, os promotores do manifesto defendem que a qualidade institucional também deve ser avaliada pelas condições infraestruturais oferecidas a estudantes, docentes e trabalhadores, alertando que o crescimento sem planeamento pode comprometer o funcionamento da instituição.
Entre as principais exigências apresentadas estão a realização de um diagnóstico técnico público sobre o estado dos edifícios, a criação de um plano calendarizado de reabilitação das infraestruturas e uma comunicação regular da Reitoria com a comunidade académica sobre eventuais obras e intervenções.
O movimento pede ainda a garantia de condições mínimas de segurança e salubridade nos espaços letivos, medidas para resolver os problemas de estacionamento, programas de eficiência energética e iniciativas verdes envolvendo áreas de engenharia da universidade, bem como melhorias nas casas de banho e na acessibilidade dos espaços.
Outras propostas incluem a instalação de equipamentos básicos de uso diário, como micro-ondas, máquinas de venda automática e mobiliário de apoio, a renovação de algumas residências universitárias e a abertura das cantinas dessas residências aos fins de semana.
Perante o que classificam como uma repetição de problemas ao longo dos anos e a ausência de respostas eficazes, os promotores do manifesto afirmam que pretendem continuar a mobilizar a comunidade académica para pressionar a Reitoria a adotar soluções estruturais. O movimento garante ainda que continuará ao lado dos estudantes na defesa de uma universidade “com condições dignas e uma educação acessível a todos”.





