MOREIRENSE AINDA GELOU O ESTÁDIO DA LUZ E SÓ QUEBROU EM CIMA DO APITO FINAL

Formação vimaranense esteve a poucos minutos de repetir o feito da época passada e vencer o SL Benfica na Luz.Fábio Abreu somou o 5.º jogo consecutivo a marcar e Pizzi empatou para os encarnados no tempo de compensação.

O Moreirense partia para o encontro com o Benfica com o desejo de repetir o feito da época passada, altura em que gelou a Luz com um triunfo surpreendente. E os Cónegos ainda ameaçaram nova surpresa. É que no regresso ao à casa dos encarnados a formação vimaranense ainda gelou o estádio dos encarnados, tendo estado a ganhar até bem perto do fim – os campeões nacionais igualaram no minuto 90. O jogo estendeu-se até ao minuto 100’, mas o marcador não se alterou mais. Resultado final: 1-1.

O empate a uma bola mantém a bitola de comportamento dos Cónegos, que marcam e sofrem há sete jogos. Com este resultado, a equipa de Ricardo Soares passa a somar 27 pontos e alarga para cinco o número de jogos sem perder.

Desde cedo se percebeu qual seria a toada do jogo. Ricardo Soares apostava na coesão defensiva e na tentativa de explorar as transições. A capacidade técnica e velocidade de Gabrielzinho e Bilel orientavam a saída para o ataque dos Cónegos, que conseguiram, a espaços, pôr a linha defensiva do SL Benfica em sentido.

O Moreirense foi mesmo o dono da primeira ocasião de perigo da partida. Depois de Gabrielzinho levar a equipa para a frente, os Cónegos conseguem colocar a bola na área, onde aparece o avançado Fábio Abreu que, na cara de Vlachodimos, não conseguiu encenar o melhor movimento técnico para fazer o golo inaugural.

Apesar de o Moreirense ter ombreado com os encarnados na primeira meia hora da partida (em termos de remates e oportunidades, pelo menos), a verdade é que o Benfica cresceu e foi acumulando oportunidades. No entanto, a organização defensiva dos Cónegos e um Matheus Pasinato inspirado iam afugentando as ameaças. A primeira surgiu aos 23’, altura em Vinícius ultrapassa o guardião, mas vê o remate travado por Rosic quando ia a caminho da baliza. Entre os 30’ e os 40’, a equipa da casa somou oportunidades, mas o desacerto dos campeões nacionais (Rúben Dias, 37’) e os reflexos do guardião brasileiro mantiveram a baliza inviolável.

Luz agitada não ofuscou Cónegos

Os primeiros cinco minutos da etapa complementar foram frenéticos e tiveram Pizzi como protagonista. Os benfiquistas beneficiaram de uma grande penalidade, que o internacional português falhou, e até colocaram a bola na baliza, mas o golo seria anulado depois de Fábio Veríssimo ter detetado uma mão na bola do médio na jogada.

Para alívio dos Cónegos, que foram absorvidos pela avalanche encarnada, o jogo acalmou. A postura mais recatada parecia indicar uma equipa mais preocupada com tarefas defensivas. Certo é que na primeira vez que a equipa de Guimarães conseguiu esticar o jogo, apareceu o homem dos golos. Abdou Conté ganha espaço na esquerda e faz um cruzamento que é finalizado com frieza por Fábio Abreu. Surpresa na Luz.

Na sequência do golo, a turma de Ricado Soares ia tentando explorar a intranquilidade e nervosismo dos encarnados. E a melhor oportunidade até foi da equipa de Guimarães. O recém-entrado Pedro Nuno aparece na cara de Vlachodimos, na sequência de um ataque rápido, mas atira ao lado da baliza.

O Benfica chegaria ao empate na sequência de uma grande penalidade. Pasinato defende o remate dos onze metros, mas Pizzi, na recarga, empata a partida. Apesar de forçar o segundo golo, que daria a liderança do campeonato, o resultado não se alterou e o Moreirense volta para Guimarães com um ponto moralizador na bagagem.

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